a cada ano que passa me convenço mais de que a vida da gente é feita de pessoas que fazem parte dela. não tem muito jeito de ser diferente: o encontro de almas e corações sempre muda um pouco a direção das coisas. efêmero ou não, profundo ou não, o olhar para o outro é um movimento que não sabe, e nem pode, passar despercebido.
tão ou mais importante do que quem temos na vida é, talvez, o que fazemos da vida. as escolhas certas são um norte incrível e, confesso, se fosse humanamente possível, viveria de escolhas certas: papo meio furado esse da necessidade de se aprender com os erros, acertar é bom demais. esse ano, diferentemente do anterior, acertei em muitas coisas e fui muito feliz.
estou muito feliz com o meu curso: quando comecei a me envolver de verdade com ele, me dedicando aos estudos, apesar de ter total consciência de que vagabundear era uma opção viável que não prejudicaria em quase nada meu histórico acadêmico, tive certeza de que estava no rumo certo. não tenho a mínima idéia do que vou fazer, no meu futuro profissional, com esse monte de coisas que venho aprendendo, mas, agora, elas significam tanto que não abriria mão por nada nesse mundo. nunca imaginei que diria isso, mas a faculdade é uma experiência ímpar, principalmente por ser permeada por uma espécie de magia simplesmente humana, real. e extremamente táctil. é tanto que me falta para conhecer, entender, aceitar, respeitar, agregar, crescer, é tanto, tanto, que os quatro anos iniciais me parecem, agora, muito pouco tempo.. sou enormemente pequena diante desse mundo todo, e isso é muito mágico.
é engraçado que quando a vida é ainda muito pequena queremos acreditar, o tempo todo, que somos grandes. uma busca incansável pela maturidade, por parecer adultos enquanto corremos para lá e para cá com pequenos dramas de infância. ai a gente cresce de verdade, e dói um tanto enorme, a vida fica grande, e queremos, mais do que nunca, nos sentir pequenos diante da grandeza do mundo e das pessoas que, por sorte ou destino, cruzam o nosso caminho.
esse ano contei com a sorte do destino, é com os dois juntos mesmo, e encontrei pessoas maravilhosas. não só os encontros foram especiais, mas, também, os constantes reencontros. alguns mais presentes, outros menos, alguns como pano de fundo do coração - presentes na alma, distante dos olhos -, mas insubstituíveis, todos.
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andré, guilherme e sarah: aqueles amigos do peito. acho que crescemos um tanto juntos, mudamos tanto, né? é tão bom estar com vocês e lembrar do que já passamos, do que já fomos. é ainda melhor viver o que somos, é mesmo muito bom.
pedro, já tentei mudar as coisas de lugar e, confesso, às vezes ainda tento, mas não tem muito jeito. o mundo pode girar ao contrário e de cabeça para baixo que você não descola de mim, ainda bem!
cláudia, acho que não nos encontramos nenhuma vez esse ano. quer dizer, te vi por ali, um oi, um abraço, saudades, muitas saudades, mas, sabe, você faz parte de mim. nossas vidas se desencontraram, mas é tão grande nosso elo, que quase não cabe dentro só. ainda vamos morar juntas, você ainda é a madrinha dos meus filhos, eu te amo muito, muito mesmo. "dos nossos planos é que sinto mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção.. aonde está você agora além de aqui dentro de mim?" (8)
lorena, obrigada por estar sempre em um lugar que sei que posso te encontrar.
izabelle, é muito rara e especial a forma como conseguimos transformar nosso vínculo. não te largo mais, nega, e te quero feliz, do tamanho desse mar que você me mostrou um dia e que mudou a minha vida.
érin e ceci, meus milagres.
clarissa e nathália, pão nosso de cada dia nos dai hoje. um amor construido, devargazinho, dia após dia, com um pouquinho de cada uma. temperinho bom do nosso trivial rotineiro.
luísa, dessas surpresas boas que até assustam a gente de quando em vez. minha música é muito melhor com você por aqui, e a vida também.
jana, faço suas as minhas palavras e eternizo em mim nosso amor em sol na casa um. eu posso procurar pelo resto da vida, mas sei que não vou encontrar momento meu que, desde aquele primeiro dia, não esteja cheio de você e do que nós nos tornamos em mim. o que construimos é grande demais para não transbordar, para não entranhar, isso pode ser bom ou ruim, eu sei, só depende de nós. te levo comigo leve, você faz parte de mim.
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tentei fugir dessa estrutura meio besta de enumerar recadinhos, mas não tinha jeito. precisava dizer essas coisas para essas pessoas para conseguir falar sobre esse ano. 2010, descanse em paz e obrigada por tudo. por hoje é só, até o ano que vem! tim-tim!