não é exatamente solidão, mas parece. não é exatamente saudade, mas parece. parece ciúmes, parece tristeza, parece vontade, fome, cansaço.
parece falta.
não sei o quê, mas falta: cuidadosamente, sinceramente, incondicionalmente, atenciosamente.
não é exatamente nada, mas parece.
"...o que não tem certeza nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá."
sábado, 7 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
Rafaela, por alguém.
"Um senso de moral alto faz parte da personalidade dos nascidos neste dia. Devido às
suas noções, às vezes rígidas, do que é certo e errado, devem evitar impor seus sistemas de valores aos outros. Devem também evitar tornarem-se austeros e autoritários em excesso. Expectativas de todos os tipos podem criar dificuldades para as pessoas nascidas em 25 de novembro. Portanto, é do seu interesse a longo prazo resistir a formar opiniões rígidas e rápidas sobre pessoas e circunstâncias, que prendem todos os envolvidos em atitudes e relações estáticas.
CONSELHO:
Tome cuidado ao ser crítico e julgar. Estabeleça-se independentemente; evite vínculos e
fantasias prejudiciais. Diminua sua compulsividade e procure ser mais comunicativo."
isso pra mim é profecia, sem mais.
suas noções, às vezes rígidas, do que é certo e errado, devem evitar impor seus sistemas de valores aos outros. Devem também evitar tornarem-se austeros e autoritários em excesso. Expectativas de todos os tipos podem criar dificuldades para as pessoas nascidas em 25 de novembro. Portanto, é do seu interesse a longo prazo resistir a formar opiniões rígidas e rápidas sobre pessoas e circunstâncias, que prendem todos os envolvidos em atitudes e relações estáticas.
CONSELHO:
Tome cuidado ao ser crítico e julgar. Estabeleça-se independentemente; evite vínculos e
fantasias prejudiciais. Diminua sua compulsividade e procure ser mais comunicativo."
isso pra mim é profecia, sem mais.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
(sobre)viver
O céu nublado, o cheiro de Jasmin e, principalmente, o som da confluência das águas hipnotizam a gente. Dá uma vontade enorme de dizer sim. E eu disse sim à menina que esmolava em seu bilhete e ao escritor que divulgava seu trabalho em troca de alguma contribuição voluntária.
Leio enquanto espero e não posso medir o tempo e, por conhecer as asas daqueles ruivos fios avoados, sei que chegará em algum instante que ultrapasse as 14h. Não importa o atraso, ele sempre deixa as coisas um tanto quanto mais bonitas. Ele combina cores que eu, com minha humilde caixa mental de doze lápis-de-cor, nunca conseguiria imaginar juntas. Aquela blusa que eu chamaria marrom, mas que ele daria algum outro nome mais floreado, combinava com a jaqueta azul royal como preto no branco e nuvem no céu.
Também não me importo com os atrasos da Alcione, aquele abraço acolhedor vale o mundo, a varandinha e as almofadas roxas do sofá branco também. A voz dela embala a hora que passo ali e depois não me importo de subir aquele morrinho, nem me incomodo muito com a escolha do ônibus que vou pegar para voltar.
Ontem minha mãe disse que gostava de me ver sorridente, que era como se acendessem um segundo sol no céu. Hoje ouvi meu coração dizer que gostava quando eu permitia que ele sorrisse, e a verdade é que eu também gosto de me sentir assim. Não é tão difícil deixar a vida sorrir pra gente, é uma questão de ponto de vista e da vista que se tem de um ponto.
Leio enquanto espero e não posso medir o tempo e, por conhecer as asas daqueles ruivos fios avoados, sei que chegará em algum instante que ultrapasse as 14h. Não importa o atraso, ele sempre deixa as coisas um tanto quanto mais bonitas. Ele combina cores que eu, com minha humilde caixa mental de doze lápis-de-cor, nunca conseguiria imaginar juntas. Aquela blusa que eu chamaria marrom, mas que ele daria algum outro nome mais floreado, combinava com a jaqueta azul royal como preto no branco e nuvem no céu.
Também não me importo com os atrasos da Alcione, aquele abraço acolhedor vale o mundo, a varandinha e as almofadas roxas do sofá branco também. A voz dela embala a hora que passo ali e depois não me importo de subir aquele morrinho, nem me incomodo muito com a escolha do ônibus que vou pegar para voltar.
Ontem minha mãe disse que gostava de me ver sorridente, que era como se acendessem um segundo sol no céu. Hoje ouvi meu coração dizer que gostava quando eu permitia que ele sorrisse, e a verdade é que eu também gosto de me sentir assim. Não é tão difícil deixar a vida sorrir pra gente, é uma questão de ponto de vista e da vista que se tem de um ponto.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Dr. P
queria poder caber dentro da sua mala, queria de verdade, mas já sei que não tem lugar direito pras suas roupas, nem pro vivaldi, nem pra sua calculadora, prometo não insistir.
eu quero que você esqueça quando eu disse que desisti da gente, esquece aquilo tudo, tá? você é minha segurança, pedro. e eu não tô conseguindo pensar em nada elaborado pra escrever aqui agora.
eu não ligo de você querer ser um desses caras do pânico, e não me importo tanto assim com as suas pizzas. eu gosto dos seus olhos e dos seus cílios, muito mais do que desgosto de qualquer outra coisa em você.
é verdade.. eu vou sentir muita falta dos seus cílios, muita mesmo. deles e da sua companhia, da gente encontrar ali na esquina pra subir pra bandeirantes, de você vir aqui em casa pra passar a tarde comigo ou me entregar alguma coisa.
vou sentir falta dos seus ombros, de te convidar pra fazer natação comigo numa terça-feira, dos seus ataques de asma/broquite/sinusite, do seu medo de cachorro, e de você.
eu vou sentir muito a sua falta, mas prometo que vou torcer por você com o dobro da força do tamanho da minha saudade.
te espero pra um café, volta logo pra me ver.
"(...) i don't want anything more than to see your face when you open the door, you'll make me beans on toast and a nice cup of tea, and we'll get a Chinese and watch TV."
eu quero que você esqueça quando eu disse que desisti da gente, esquece aquilo tudo, tá? você é minha segurança, pedro. e eu não tô conseguindo pensar em nada elaborado pra escrever aqui agora.
eu não ligo de você querer ser um desses caras do pânico, e não me importo tanto assim com as suas pizzas. eu gosto dos seus olhos e dos seus cílios, muito mais do que desgosto de qualquer outra coisa em você.
é verdade.. eu vou sentir muita falta dos seus cílios, muita mesmo. deles e da sua companhia, da gente encontrar ali na esquina pra subir pra bandeirantes, de você vir aqui em casa pra passar a tarde comigo ou me entregar alguma coisa.
vou sentir falta dos seus ombros, de te convidar pra fazer natação comigo numa terça-feira, dos seus ataques de asma/broquite/sinusite, do seu medo de cachorro, e de você.
eu vou sentir muito a sua falta, mas prometo que vou torcer por você com o dobro da força do tamanho da minha saudade.
te espero pra um café, volta logo pra me ver.
"(...) i don't want anything more than to see your face when you open the door, you'll make me beans on toast and a nice cup of tea, and we'll get a Chinese and watch TV."
domingo, 28 de junho de 2009
Na mesa daquele bar
"Essa coisa trágica, esporádica e sutilmente cômica que o amor tem. Quando os dois vão cair, cada um não tem receio, pois há o apoio do outro. Sobra uma poeira leve que flutua no ar e brilha na luz. É como um desespero, uma casa dessossegada que pulsa forte como uma vontade que não acaba e atormenta de um jeito que enlouquece e que você não quer que acabe. E há esse emperrado que você tenta a todo custo superar, mas que nunca vai embora completamente e reixa restar um mistério suficiente para instigar. Uma realidade que você faz questão de enfrentar. Do tempo esquecer, as exigências do mundo desprezar, voar, desejar nunca estar em outro lugar, pular em cima, beijar, cheirar, chorar de emoção, se explodir de sentimento, não se aguentar, querer voar ao céu, sonhar, querer, querer, querer lindo, difícil e complicado e para sempre."
(Guilherme Legnani)
(Guilherme Legnani)
quarta-feira, 24 de junho de 2009
(con)viver
não pensava nisso quando tranquei a faculdade.
não pensava que depois de um tempo estaria trancada em casa e em mim também.
tô sentindo um vazio que não é de amor, nem de carinho, nem de nada disso. é vazio de vida, de perspectivas, de gente passando por mim sem deixar nada, de poder ver de perto o cotidiano entrelaçando vidas completamente distintas.
estou cansada de mim e de tudo que sou sem nem saber, de tudo que me questiono como que pra fingir que há algo de profundo e obscuro nessa minha casca tão clara e mais simples que qualquer pergunta feita por qualquer criança curiosa desse mundo. não me aguento mais e não tem outro jeito, não posso dizer pra mim que essa relação está desgastada e desconstrutiva, é prisão perpétua mesmo.
quero um pouco mais do que não me pertence: quero os assuntos dos outros, os problemas dos outros, as mentiras descaradas dos outros, as máscaras dos outros, as risadas, os olhares, vozes, gestos, verbos, jeitos.
sinto como se tivesse perdido o direito de participar desse acontecimento constante que é viver.
”Eu me sentia muito quieta e muito vazia, do jeito que um olho do furacão deve se sentir, movendo-se surdamente em meio à algazarra do lado de fora." (Sylvia Plath)
não pensava que depois de um tempo estaria trancada em casa e em mim também.
tô sentindo um vazio que não é de amor, nem de carinho, nem de nada disso. é vazio de vida, de perspectivas, de gente passando por mim sem deixar nada, de poder ver de perto o cotidiano entrelaçando vidas completamente distintas.
estou cansada de mim e de tudo que sou sem nem saber, de tudo que me questiono como que pra fingir que há algo de profundo e obscuro nessa minha casca tão clara e mais simples que qualquer pergunta feita por qualquer criança curiosa desse mundo. não me aguento mais e não tem outro jeito, não posso dizer pra mim que essa relação está desgastada e desconstrutiva, é prisão perpétua mesmo.
quero um pouco mais do que não me pertence: quero os assuntos dos outros, os problemas dos outros, as mentiras descaradas dos outros, as máscaras dos outros, as risadas, os olhares, vozes, gestos, verbos, jeitos.
sinto como se tivesse perdido o direito de participar desse acontecimento constante que é viver.
”Eu me sentia muito quieta e muito vazia, do jeito que um olho do furacão deve se sentir, movendo-se surdamente em meio à algazarra do lado de fora." (Sylvia Plath)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
monólogo
tenho tido vontade de escrever, mas ando naquelas épocas em que as palavras não saem nem que a vaca tussa e corra loucamente pelo pasto. costumava ler Tati Bernardi quando isso acontecia, mas ela resolveu que o amor é um diálogo e que o site dela existe para me lembrar disso todas as vezes que entro lá com a esperança de me deparar com algum texto novo em um site ultra reformulado.
sabe pássaro quando para de cantar? então, tenho me sentido assim. não sei se é silêncio de tristeza, de medo, ou de silêncio mesmo. às vezes a gente tem que calar pra ouvir, né? e nada mais difícil que ouvir aquilo que fala dentro da gente.
queria sentar e olhar pro mar durante 857 horas, e depois disso queria estar em um lugar muito alto pra poder ver tudo bem pequenininho por mais 523 horas, e queria passar essas 1380 horas acompanhada por todas as faces de mim mesma, como se o mundo todo fosse feito de mim, para mim e nada mais.
tiraram as folhas do meu coqueiro, nunca pensei que fosse sentir tanta falta delas. sei que foi pro bem dele, mas agora ele está magrelo e careca, como se tivesse acabado de nascer (de novo). é claro que a intenção foi exatamente essa de dar vida nova à ele, mas confesso que o incômodo que sinto ao olhar para ele sem folhas é a minha vontade disfarçada de ser coqueiro e ter alguém pra tirar minha folhas secas de vez em quando.
...
sabe pássaro quando para de cantar? então, tenho me sentido assim. não sei se é silêncio de tristeza, de medo, ou de silêncio mesmo. às vezes a gente tem que calar pra ouvir, né? e nada mais difícil que ouvir aquilo que fala dentro da gente.
queria sentar e olhar pro mar durante 857 horas, e depois disso queria estar em um lugar muito alto pra poder ver tudo bem pequenininho por mais 523 horas, e queria passar essas 1380 horas acompanhada por todas as faces de mim mesma, como se o mundo todo fosse feito de mim, para mim e nada mais.
tiraram as folhas do meu coqueiro, nunca pensei que fosse sentir tanta falta delas. sei que foi pro bem dele, mas agora ele está magrelo e careca, como se tivesse acabado de nascer (de novo). é claro que a intenção foi exatamente essa de dar vida nova à ele, mas confesso que o incômodo que sinto ao olhar para ele sem folhas é a minha vontade disfarçada de ser coqueiro e ter alguém pra tirar minha folhas secas de vez em quando.
...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
conversa de botas batidas
gui. diz:
tipo.. eu to sentindo uma coisa assim
gui. diz:
eu nao to pronto pra nd.. como se as coisas me recebessem incompleto..e vice-versa
gui. diz:
eu fico por aí flutuando...
Rafaela Fernandes. diz:
eu acho que essa é a tal
Rafaela Fernandes. diz:
da dor
Rafaela Fernandes. diz:
que eles querem dizer
Rafaela Fernandes. diz:
quando falam pra gente
Rafaela Fernandes. diz:
que crescer dói.
Rafaela Fernandes. diz:
acho que a dor é bem essa mesmo.. a gente toma conhecimento de uma vida que nem passava pela noissa cabeça
Rafaela Fernandes. diz:
que é cheia, sim, de desastres, de descrenças, de falta de fé, de maldade, de tristezas, de escolhas extremamente dolorosas..
Rafaela Fernandes. diz:
e não nos resta outra escolha senão tentar nos adaptar a essa corda bamba, é como se tudo nos obrigasse a viver a vida mais superficialmente.
Rafaela Fernandes. diz:
sem muito apego, sem firmar muitos laços..
gui. diz:
é exatamente isso.
gui. diz:
e ao msm tempo é tao dificil manter os laços antigos..ainda bem q eu confio mt em algumas amizades como a sua e a da íris..pq é dificil.
gui. diz:
e as cosias vao acontecendo tao rapido
Rafaela Fernandes. diz:
muito rápido
Rafaela Fernandes. diz:
eu sinto agora como se estivesse
Rafaela Fernandes. diz:
segurandona pontinha dos dedos
Rafaela Fernandes. diz:
tudo que me importa, sabe?
Rafaela Fernandes. diz:
aquela coisa que vai escorregando aos poucos, e quanto mais desesperada eu fico pra fazer aquilo acontecer d eoutra forma, mais rápido as coisas vão se perdendo de mim..
gui. diz:
é...
tipo.. eu to sentindo uma coisa assim
gui. diz:
eu nao to pronto pra nd.. como se as coisas me recebessem incompleto..e vice-versa
gui. diz:
eu fico por aí flutuando...
Rafaela Fernandes. diz:
eu acho que essa é a tal
Rafaela Fernandes. diz:
da dor
Rafaela Fernandes. diz:
que eles querem dizer
Rafaela Fernandes. diz:
quando falam pra gente
Rafaela Fernandes. diz:
que crescer dói.
Rafaela Fernandes. diz:
acho que a dor é bem essa mesmo.. a gente toma conhecimento de uma vida que nem passava pela noissa cabeça
Rafaela Fernandes. diz:
que é cheia, sim, de desastres, de descrenças, de falta de fé, de maldade, de tristezas, de escolhas extremamente dolorosas..
Rafaela Fernandes. diz:
e não nos resta outra escolha senão tentar nos adaptar a essa corda bamba, é como se tudo nos obrigasse a viver a vida mais superficialmente.
Rafaela Fernandes. diz:
sem muito apego, sem firmar muitos laços..
gui. diz:
é exatamente isso.
gui. diz:
e ao msm tempo é tao dificil manter os laços antigos..ainda bem q eu confio mt em algumas amizades como a sua e a da íris..pq é dificil.
gui. diz:
e as cosias vao acontecendo tao rapido
Rafaela Fernandes. diz:
muito rápido
Rafaela Fernandes. diz:
eu sinto agora como se estivesse
Rafaela Fernandes. diz:
segurandona pontinha dos dedos
Rafaela Fernandes. diz:
tudo que me importa, sabe?
Rafaela Fernandes. diz:
aquela coisa que vai escorregando aos poucos, e quanto mais desesperada eu fico pra fazer aquilo acontecer d eoutra forma, mais rápido as coisas vão se perdendo de mim..
gui. diz:
é...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
o maior amor do mundo
por mais estranho que possa parecer sempre achei muito difícil escrever sobre você, talvez seja porque as palavras, de uma forma ou de outra, impõem alguns limites, e coisas assim, tão claras, simples e absolutas como o meu amor por você não cabem em um significado de dicionário, em uma estrofe, um verso..
quando paro pra pensar em você e em tudo o que você significa pra mim, a primeira palavra que me vem à cabeça é orgulho. tenho muito orgulho de ser sua filha.. orgulho da sua garra, da sua luta constante por seus ideais, da sua força de vontade, da sua humanidade, e da sua capacidade ímpar de ver a vida com olhos de Poliana Menina.
tudo o que sou é um pouco reflexo do que é você em mim e, sabe, não há nada nessa vida que me preocupe mais que a minha necessidade de fazer com que você se orgulhe de mim. tudo que faço, cada coisinha, vem acompanhado do pensamento em você, como se você estivesse sempre ao meu lado, me orientando para seguir os melhores e menos dolorosos caminhos.
de todas as coisas que já aprendi com você, uma delas eu tenho certeza que, por mais que o tempo passe, vou carregar comigo por toda minha vida: você me ensinou o que é o amor, o mais puro e verdadeiro amor. você me ensinou que o amor é, sim, incondicional, e que não importa o que aconteça ele continuará ali, intacto, crescendo a cada pôr-do-sol.
e é assim que que é o meu amor por você, incomensurável, infinito, incondicional, inexplicável, e, também, imperfeito. me desculpe pelos erros, pelas arrogâncias, pelas brutalidades, pelas impulsividades, pelas cicatrizes deixadas por frases mal ditas ou por aquelas que nem foram ditas..
e muito obrigada por me amar, por me aceitar, por cuidar e zelar por mim. você merece toda a felicidade do mundo, e saiba que sempre farei, com muito amor e carinho, tudo o estiver a meu alcance para te proporcionar momentos de alegria.
você é a melhor mãe do mundo!
com (muito) amor,
Rafaela.
quando paro pra pensar em você e em tudo o que você significa pra mim, a primeira palavra que me vem à cabeça é orgulho. tenho muito orgulho de ser sua filha.. orgulho da sua garra, da sua luta constante por seus ideais, da sua força de vontade, da sua humanidade, e da sua capacidade ímpar de ver a vida com olhos de Poliana Menina.
tudo o que sou é um pouco reflexo do que é você em mim e, sabe, não há nada nessa vida que me preocupe mais que a minha necessidade de fazer com que você se orgulhe de mim. tudo que faço, cada coisinha, vem acompanhado do pensamento em você, como se você estivesse sempre ao meu lado, me orientando para seguir os melhores e menos dolorosos caminhos.
de todas as coisas que já aprendi com você, uma delas eu tenho certeza que, por mais que o tempo passe, vou carregar comigo por toda minha vida: você me ensinou o que é o amor, o mais puro e verdadeiro amor. você me ensinou que o amor é, sim, incondicional, e que não importa o que aconteça ele continuará ali, intacto, crescendo a cada pôr-do-sol.
e é assim que que é o meu amor por você, incomensurável, infinito, incondicional, inexplicável, e, também, imperfeito. me desculpe pelos erros, pelas arrogâncias, pelas brutalidades, pelas impulsividades, pelas cicatrizes deixadas por frases mal ditas ou por aquelas que nem foram ditas..
e muito obrigada por me amar, por me aceitar, por cuidar e zelar por mim. você merece toda a felicidade do mundo, e saiba que sempre farei, com muito amor e carinho, tudo o estiver a meu alcance para te proporcionar momentos de alegria.
você é a melhor mãe do mundo!
com (muito) amor,
Rafaela.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Despedida
foi como se as suas mãos em meus cabelos enrolassem o passar das horas para que não escorresse por entre seus dedos nenhum milésimo de segundo daquele instante. pela primeira vez te senti inteira, e a ternura usual de seu olhar ganhou um novo brilho quando me percebi completamente entregue a seus olhos fixos nos meus.
nossas palavras intencionalmente quentes fervilhavam meu sangue, e crescia em mim uma vontade incontrolável de encostar meu corpo no seu e sentir derreter a sua pele na minha. sua mão escorria dos meus cabelos para meu rosto, e seus dedos passavam por meus olhos e repousavam em minha boca ao mesmo tempo que a distância entre nossos corpos diminuia.
seus lábios frios e molhados encostaram nos meus, nos beijamos com tanta calma que foi como se o mundo tivesse parado de girar para contemplar o momento em que nossas almas caminhavam para fazer de nossos corpos um só. nos afastamos e nos olhamos sem dizer nada, meus olhos queimavam e meu corpo estava, agora, extremamente frio. tive uma vontade enorme de lhe dizer muitas coisas, mas preferi contemplar aquele instante como quem soubesse que o faria pela última vez.
assim ficamos, em silêncio, até que nos despedimos com um longo abraço e algumas palavras ao pé do ouvido:
- Se cuida, viu?
- Você também.
nossas palavras intencionalmente quentes fervilhavam meu sangue, e crescia em mim uma vontade incontrolável de encostar meu corpo no seu e sentir derreter a sua pele na minha. sua mão escorria dos meus cabelos para meu rosto, e seus dedos passavam por meus olhos e repousavam em minha boca ao mesmo tempo que a distância entre nossos corpos diminuia.
seus lábios frios e molhados encostaram nos meus, nos beijamos com tanta calma que foi como se o mundo tivesse parado de girar para contemplar o momento em que nossas almas caminhavam para fazer de nossos corpos um só. nos afastamos e nos olhamos sem dizer nada, meus olhos queimavam e meu corpo estava, agora, extremamente frio. tive uma vontade enorme de lhe dizer muitas coisas, mas preferi contemplar aquele instante como quem soubesse que o faria pela última vez.
assim ficamos, em silêncio, até que nos despedimos com um longo abraço e algumas palavras ao pé do ouvido:
- Se cuida, viu?
- Você também.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Rosa Morena
veio como uma cara de destino, como se estivesse escrito nas estrelas.. bem assim mesmo, dessa forma irritantemente fantasiosa. eu estava em um momento delicado e que se tornou ainda mais delicado quando ela apareceu. não achava justo sentir aquele frio na barriga e me pegar com um sorriso no rosto às 7 da manhã, enquanto a cada segundo desmoronava mais um pedaço de um relacionamento que, na época, não se definia como passado nem como presente.
sempre gostei muito de vozes, olhos, e bocas, mas muito mais de vozes. e como se não bastassem as coincidências que nos circundavam, ela me veio com uma voz doce, com timbre e tom em tão perfeita harmonia que meus ouvidos, já cheios de bocas, não mais queriam ouvir outra coisa no mundo. e foi assim que, com o ritmo do seu violão bem tocado e com a doçura de sua modéstia, De Conversa Em Conversa, Rosa Morena me envolveu.
a vontade de olhar nos olhos aumentava na velocidade com que crescia, também, a saudade que sentia quando podíamos nos falar apenas no final do dia. gostoso era sentir, de alguma forma, a reciprocidade verdadeira que havia ali, reciprocidade essa que nos levou ao tão esperado, por mim, olhar nos olhos. era inevitável o nervosismo diante de tanta expectativa, e era inevitável, também, a expectativa diante de tanto nervosismo.
foi aí que uma de nossas coincidências nos colocou em uma situação no mínimo incômoda e, no máximo, extremamente chata, mas foi sentar ao seu lado naquela sala de cinema que me deparei com a cabeça extremamente vazia de qualquer pensamento que não se relacionasse com a minha vontade enorme de, depois de olhar nos olhos, sentir seu corpo e beijar-lhe a boca. quando, depois de nos aproximarmos de milímetro em milímetro, ela encostou a sua mão na minha, me senti como uma criança com todo o resto do meu corpo coberto pelo frio mais quente que já pude sentir.
não nos beijamos ali, nem em outra ocasião. quando nos encontramos de novo (e pela última vez), também em uma sala de cinema, foi com a cabeça encostada em seus obros e a mão repousada em sua perna que senti, novamente, aquele frio extremamente quente. o frio devido ao ar condicionado, e o calor devido à proximidade distante que me encontrava de seu corpo.
confesso que passaria mais outros encontros em salas de cinema apenas segurando sua mão ou confortando minha cabeça em seus ombros, aqueles pequenos gestos me traziam uma sensação de estar envolvida por um calor tão terno e uma paz tão estonteante que hoje, depois que a distância que se escondia na proximidade de nossos corpos se sobressaiu, lamento a efemeridade do que vivemos, mas agradeço e tenho imenso carinho pela dona da voz encantadora, responsável por aquietar minha alma com sua melodia doce como o brilho de seus olhos, o toque de suas mãos e, até mesmo, o gosto do beijo que não vivemos, mas que pude sentir apenas por tê-lo desejado assim, intensamente.
sempre gostei muito de vozes, olhos, e bocas, mas muito mais de vozes. e como se não bastassem as coincidências que nos circundavam, ela me veio com uma voz doce, com timbre e tom em tão perfeita harmonia que meus ouvidos, já cheios de bocas, não mais queriam ouvir outra coisa no mundo. e foi assim que, com o ritmo do seu violão bem tocado e com a doçura de sua modéstia, De Conversa Em Conversa, Rosa Morena me envolveu.
a vontade de olhar nos olhos aumentava na velocidade com que crescia, também, a saudade que sentia quando podíamos nos falar apenas no final do dia. gostoso era sentir, de alguma forma, a reciprocidade verdadeira que havia ali, reciprocidade essa que nos levou ao tão esperado, por mim, olhar nos olhos. era inevitável o nervosismo diante de tanta expectativa, e era inevitável, também, a expectativa diante de tanto nervosismo.
foi aí que uma de nossas coincidências nos colocou em uma situação no mínimo incômoda e, no máximo, extremamente chata, mas foi sentar ao seu lado naquela sala de cinema que me deparei com a cabeça extremamente vazia de qualquer pensamento que não se relacionasse com a minha vontade enorme de, depois de olhar nos olhos, sentir seu corpo e beijar-lhe a boca. quando, depois de nos aproximarmos de milímetro em milímetro, ela encostou a sua mão na minha, me senti como uma criança com todo o resto do meu corpo coberto pelo frio mais quente que já pude sentir.
não nos beijamos ali, nem em outra ocasião. quando nos encontramos de novo (e pela última vez), também em uma sala de cinema, foi com a cabeça encostada em seus obros e a mão repousada em sua perna que senti, novamente, aquele frio extremamente quente. o frio devido ao ar condicionado, e o calor devido à proximidade distante que me encontrava de seu corpo.
confesso que passaria mais outros encontros em salas de cinema apenas segurando sua mão ou confortando minha cabeça em seus ombros, aqueles pequenos gestos me traziam uma sensação de estar envolvida por um calor tão terno e uma paz tão estonteante que hoje, depois que a distância que se escondia na proximidade de nossos corpos se sobressaiu, lamento a efemeridade do que vivemos, mas agradeço e tenho imenso carinho pela dona da voz encantadora, responsável por aquietar minha alma com sua melodia doce como o brilho de seus olhos, o toque de suas mãos e, até mesmo, o gosto do beijo que não vivemos, mas que pude sentir apenas por tê-lo desejado assim, intensamente.
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