''(..) me ame como só eu posso me amar, me ame com a urgência assustadora que eu cobro do mundo, me ame com o peso sufocante que eu coloco no mundo, me ame com as horas intermináveis que eu espero do mundo. Me ame sem amar porque nenhum amor é assim tão assustador, mas eu vivo assustada e precisando desse amor. Me dê esse amor, nem que seja para eu descobrir finalmente que ele existe e parar de querer tanto ele só pela mania de querer o que não existe.'' Tati Bernardi.
tenho certeza que ela escreve para aqueles momentos que tenho uma vontade incontrolável de cuspir minhas palavras loucas, mas mal consigo abrir a boca.
sábado, 20 de dezembro de 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
amanhecer.
o dia começou pedindo nostalgia, talvez tenha sido pela noite estranhamente bem dormida ou pela preguiça enorme de deixar o sol invadir e começar uma nova manhã. e, apesar da minha preguiça, ele veio, bem sem jeito, jogando raios entre as nuvens, devagarzinho, como se tivesse em suas mãos todo o tempo do mundo.
senti vontade de deixar que aqueles pequenos raios de sol tocassem minha pele amargamente branca, abri a cortina e o calor tímido que tomou meu corpo aqueceu dos dedos dos pés à minha alma. foi como se tivesse embebida em líquido amniótico e sob o conforto de um útero materno, como se nada fosse mais importante que apenas estar ali e pertencer inteiramente àquele momento.
havia um gosto doce em minha boca úmida, um som suave que vinha de um ponto dentro de mim, como se as batidas do meu coração e o correr do sangue em minhas veias fizessem uma sinfonia. tudo aquilo se encheu de um azul que, assim como o sol, se espalhava bem devagar como se houvessem pequenas formigas pintando, cuidadosamente, cada pedacinho do céu.
senti meu corpo como se fosse um réptil que acaba de fazer sua muda e desperta, refeito, para uma nova fase de sua vida, deixando para trás uma carcaça desgastada e abrindo os olhos para a beleza do novo, que traz nos pequenos detalhes a suavidade de tudo que ainda há para viver.
senti vontade de deixar que aqueles pequenos raios de sol tocassem minha pele amargamente branca, abri a cortina e o calor tímido que tomou meu corpo aqueceu dos dedos dos pés à minha alma. foi como se tivesse embebida em líquido amniótico e sob o conforto de um útero materno, como se nada fosse mais importante que apenas estar ali e pertencer inteiramente àquele momento.
havia um gosto doce em minha boca úmida, um som suave que vinha de um ponto dentro de mim, como se as batidas do meu coração e o correr do sangue em minhas veias fizessem uma sinfonia. tudo aquilo se encheu de um azul que, assim como o sol, se espalhava bem devagar como se houvessem pequenas formigas pintando, cuidadosamente, cada pedacinho do céu.
senti meu corpo como se fosse um réptil que acaba de fazer sua muda e desperta, refeito, para uma nova fase de sua vida, deixando para trás uma carcaça desgastada e abrindo os olhos para a beleza do novo, que traz nos pequenos detalhes a suavidade de tudo que ainda há para viver.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
breve.
os olhos ardem, me sinto um lixo.
completamente vazia e infestada de medos.
me faltam lágrimas e palavras, já não tenho mais nada.
completamente vazia e infestada de medos.
me faltam lágrimas e palavras, já não tenho mais nada.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Olheiras, ossos e escárnio.
"Eu jamais serei o que eu quero e jamais serei o que eu sou sem precisar disfarçar que quase sou o que eu quero. E cada hora eu quero uma coisa. E no fundo eu não quero porra nenhuma. Talvez só encher um pouco o saco, provocar, ser expulsa do peito de todo mundo porque não agüento morar nesses lugares obscuros que são os outros e suas más intenções disfarçadas. Tudo é uma jaula, até minha fuga. Principalmente minha fuga. E eu estou cansada demais. É só olhar pra mim. Olheiras, ossos e escárnio."
Tati Bernardi.
Tati Bernardi.
sábado, 1 de novembro de 2008
Freundschaft.
descobri que sinto muito a sua falta, e é estranho perceber que se eu soubesse que você iria ler isso, talvez isso nem estivesse aqui. tem dias que me deparo com o vazio que você deixou no meu coração e procuro em todos os lugares, mas, definitivamente, não encontro nada igual.
eu lembro de quando a gente se conheceu, da primeira vez que dormi na sua casa, da primeira vez que me abri com você, das primeiras coisas em comum, e de todas as vezes que olhei pra gente e vi na simplicidade da nossa rotina a coisa mais linda que podia haver nesse mundo.
tenho os olhos cheios de lágrimas, um nó na garganta, e um aperto tão grande no peito que se você pudesse sentir o que estou sentindo agora, nunca pensaria que eu me esqueci da gente. eu não consigo entender como aquilo tudo pôde se tornar tão pouco.. antes não existisse mais nada, sabe? o que realmente incomoda é o pouco, o pouquíssimo, o quase nada.
hoje acordei com vontade de ter um dia exatamente igual a qualquer dia em que eu estive com você. podia ser uma coca-cola, um chocolate, um filme, um baralho, podia tanto ser exatamente igual a qualquer dia em que eu estive com você, tanto.
eu sinto muita falta da sua forma simples de ver a vida, dos seus olhos quase verdes, da sua voz combinando com a minha, da sua risada gostosa, da nossa comunicação sem palavras, da sua família, da minha cama embaixo da sua, da sua inocência, de escovar os dentes com a sua escova, do vento nos seus cabelos loiros, sinto falta da sinceridade estonteante do amor que envolvia cuidadosamente a nossa amizade.
e é triste, é muito triste ter que sentir saudades.
eu lembro de quando a gente se conheceu, da primeira vez que dormi na sua casa, da primeira vez que me abri com você, das primeiras coisas em comum, e de todas as vezes que olhei pra gente e vi na simplicidade da nossa rotina a coisa mais linda que podia haver nesse mundo.
tenho os olhos cheios de lágrimas, um nó na garganta, e um aperto tão grande no peito que se você pudesse sentir o que estou sentindo agora, nunca pensaria que eu me esqueci da gente. eu não consigo entender como aquilo tudo pôde se tornar tão pouco.. antes não existisse mais nada, sabe? o que realmente incomoda é o pouco, o pouquíssimo, o quase nada.
hoje acordei com vontade de ter um dia exatamente igual a qualquer dia em que eu estive com você. podia ser uma coca-cola, um chocolate, um filme, um baralho, podia tanto ser exatamente igual a qualquer dia em que eu estive com você, tanto.
eu sinto muita falta da sua forma simples de ver a vida, dos seus olhos quase verdes, da sua voz combinando com a minha, da sua risada gostosa, da nossa comunicação sem palavras, da sua família, da minha cama embaixo da sua, da sua inocência, de escovar os dentes com a sua escova, do vento nos seus cabelos loiros, sinto falta da sinceridade estonteante do amor que envolvia cuidadosamente a nossa amizade.
e é triste, é muito triste ter que sentir saudades.
sábado, 18 de outubro de 2008
tic-tac.
falaria sobre o inferno astral novamente se não fosse tão repetitivo, e, pra não ser repetitiva, não sei exatamente o que irei culpar por essas novas lamúrias. aliás, acabei de me dar conta de que não sei nem quais lamúrias são essas.
há tempos não consigo escrever nada que passe de palavras jogadas em meio à confusão de um dia-a-dia de uma rotina inviolável e agressivamente estressante. às vezes essa loucura passa despercebida devido ao nível de envolvimento com a coisa, mas é poder parar um pouco que você percebe que sua cabeça está funcionando em uma velocidade enlouquecedora e sobre-humana.
nessa semana sonhei com provas três vezes e fiz tantas relações cotidiano-disciplinas que perdi a conta antes mesmo de começar a contar. isso sem falar no vício ou na necessidade plena de conversar sobre assuntos que, quando não aprofundam, pelo menos tangenciam o vestibular, as provas, a falta de tempo para estudar e fazer tudo que eu deveria fazer, mas nunca faço.
relendo o parágrafo acima dei de cara com a falta de tempo para estudar. chega a ser engraçado e paradoxal quando, apesar de você não fazer mais nada, o tempo que sobra pra estudar ainda é pouco. acho que são tantas coisas ao mesmo tempo que é realmente difícil decidir por onde começar e, enquanto você decide, o relógio infeliz insiste em continuar seu movimento natural de ponteiros como se não houvesse ninguém desejando com todas as forças que ele simplesmente parasse até tudo estar devidamente planejado.
e eu nessa minha tentativa frustrada de correr mais que o tempo, vou atropelando tudo sem nem ao menos ter certeza de onde quero chegar. não sei onde, mas sei que tenho que chegar, e tenho pouco tempo, pouco tempo, tic-tac, pouco-tempo, tic-tac (...)
há tempos não consigo escrever nada que passe de palavras jogadas em meio à confusão de um dia-a-dia de uma rotina inviolável e agressivamente estressante. às vezes essa loucura passa despercebida devido ao nível de envolvimento com a coisa, mas é poder parar um pouco que você percebe que sua cabeça está funcionando em uma velocidade enlouquecedora e sobre-humana.
nessa semana sonhei com provas três vezes e fiz tantas relações cotidiano-disciplinas que perdi a conta antes mesmo de começar a contar. isso sem falar no vício ou na necessidade plena de conversar sobre assuntos que, quando não aprofundam, pelo menos tangenciam o vestibular, as provas, a falta de tempo para estudar e fazer tudo que eu deveria fazer, mas nunca faço.
relendo o parágrafo acima dei de cara com a falta de tempo para estudar. chega a ser engraçado e paradoxal quando, apesar de você não fazer mais nada, o tempo que sobra pra estudar ainda é pouco. acho que são tantas coisas ao mesmo tempo que é realmente difícil decidir por onde começar e, enquanto você decide, o relógio infeliz insiste em continuar seu movimento natural de ponteiros como se não houvesse ninguém desejando com todas as forças que ele simplesmente parasse até tudo estar devidamente planejado.
e eu nessa minha tentativa frustrada de correr mais que o tempo, vou atropelando tudo sem nem ao menos ter certeza de onde quero chegar. não sei onde, mas sei que tenho que chegar, e tenho pouco tempo, pouco tempo, tic-tac, pouco-tempo, tic-tac (...)
sábado, 27 de setembro de 2008
excesso
pode ser um inferno-astral extremamente e idesejavelmente antecipado, mas definitivamente eu tenho vivido dias horríveis. é bem aquela coisa de efeito dominó, avalanche, ou qualquer outro clichê que represente alguma coisa que cresce e parece que não vai parar mais.
perdi as pontas do fio, o fio da meada, me perdi no meio de tudo isso. não agüento mais, é angustiante, machuca, corroe, me rasga de cima abaixo, de dentro pra fora. me sinto tão pequena, tão estúpida, escrota, imagino que meu gosto deva estar amargo, mas de amargar e não de adocicar.
tenho tido vontade de juntar todos meus cacos e despejar em uma lixeira, de preferência nenhuma que faça parte de programas de reciclagem, não quero voltar. quero sumir, desaparecer, esquecer que sou a culpada por tudo isso. não é possível que as coisas boas sejam tão efêmeras assim, não é possível que não seja possível construir algo que dure para sempre.
de quem foi essa idéia intragável de que o ser humano é, de sua natureza, um masoquista. são uns merdas vocês que cantam por ai que quando se consegue o que se quer você nunca mais vai querer isso de novo, isso é uma grande mentira. existe amor de verdade sim, existe para sempre, existem finais felizes, tem que existir, eles TEM QUE EXISTIR. as coisas não podem terminar assim, não é possível, não é realmente possível, sentimentos não podem estar em uma fonte que não é perene, isso não está certo, não é humano, não é justo com ninguém.
já me cansei de perder as coisas por não saber lidar com elas, só pode ser falta de amor próprio essa mania de não me permitir ser feliz, de achar que tudo, tudo, tudo, é demais pra mim. é mais, bem mais do que eu mereço.
mas, realmente é.. muito mais.. muito, muito mais.
perdi as pontas do fio, o fio da meada, me perdi no meio de tudo isso. não agüento mais, é angustiante, machuca, corroe, me rasga de cima abaixo, de dentro pra fora. me sinto tão pequena, tão estúpida, escrota, imagino que meu gosto deva estar amargo, mas de amargar e não de adocicar.
tenho tido vontade de juntar todos meus cacos e despejar em uma lixeira, de preferência nenhuma que faça parte de programas de reciclagem, não quero voltar. quero sumir, desaparecer, esquecer que sou a culpada por tudo isso. não é possível que as coisas boas sejam tão efêmeras assim, não é possível que não seja possível construir algo que dure para sempre.
de quem foi essa idéia intragável de que o ser humano é, de sua natureza, um masoquista. são uns merdas vocês que cantam por ai que quando se consegue o que se quer você nunca mais vai querer isso de novo, isso é uma grande mentira. existe amor de verdade sim, existe para sempre, existem finais felizes, tem que existir, eles TEM QUE EXISTIR. as coisas não podem terminar assim, não é possível, não é realmente possível, sentimentos não podem estar em uma fonte que não é perene, isso não está certo, não é humano, não é justo com ninguém.
já me cansei de perder as coisas por não saber lidar com elas, só pode ser falta de amor próprio essa mania de não me permitir ser feliz, de achar que tudo, tudo, tudo, é demais pra mim. é mais, bem mais do que eu mereço.
mas, realmente é.. muito mais.. muito, muito mais.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
atestado de óbito
ela parecia tão segura de si, aqueles passos firmes, aquele rosto trancado para o mundo, como se já tivesse dentro de si tudo o que precisava levar para o resto da vida.. dizem que sempre foi assim, exatamente assim.
ainda criança, cheia de si, ousou falar de amor. parecia tudo tão engraçado aos olhos daqueles ditos mais vividos, e ela falava sem saber no que aquilo daria, mas que era a coisa mais linda que já tinha visto. por mais que ela não tivesse visto quase nada ainda..
e viveu como se fosse mesmo a coisa mais linda, e fez daquele 'amor' sua sina, tanto fez, que acho que acabou sendo amada também.. talvez tarde demais, talvez pouco demais, talvez talvez demais. não se importou com o quando, nem com o quanto, amou mais, e aquilo continuava tão engraçado..
mas em um dia, depois de todos aqueles outros dias, parecia que não haveria mais dia nenhum. ela fez daquele quarto seu túmulo e nada mais, depois fez da sua vida o mesmo que já tinha feito do quarto..
tão triste, tão menina, morreu tão cedo daquela dor de amor.
tão menina, tão cedo (...)
ainda criança, cheia de si, ousou falar de amor. parecia tudo tão engraçado aos olhos daqueles ditos mais vividos, e ela falava sem saber no que aquilo daria, mas que era a coisa mais linda que já tinha visto. por mais que ela não tivesse visto quase nada ainda..
e viveu como se fosse mesmo a coisa mais linda, e fez daquele 'amor' sua sina, tanto fez, que acho que acabou sendo amada também.. talvez tarde demais, talvez pouco demais, talvez talvez demais. não se importou com o quando, nem com o quanto, amou mais, e aquilo continuava tão engraçado..
mas em um dia, depois de todos aqueles outros dias, parecia que não haveria mais dia nenhum. ela fez daquele quarto seu túmulo e nada mais, depois fez da sua vida o mesmo que já tinha feito do quarto..
tão triste, tão menina, morreu tão cedo daquela dor de amor.
tão menina, tão cedo (...)
domingo, 23 de março de 2008
tudo de mim,
quero momentos com os melhores sentimentos maiores, não me importando de onde eles vêm.. quero isso de pensar em alguém da hora em que acordo até quando me deito e um pouco mais.
não me importam as flexões de gênero, quero estar com alguém que seja em mim tudo que preciso e até mesmo o que não. quero alguém de faces, que saiba ter cada forma do meu querer, quero querer ter toda forma do seu ser.
quero meu amor puro e promíscuo, doce e amargo, leve e denso, congelando e derretendo tudo em mim. quero forte, saudade forte, beijos fortes, sexo forte, abraços fortes, e que minha fraqueza esteja na mesa pra você devorar.
não me importam os olhares alheios, as censuras dos meios, não me importam primeiros, segundos e terceiros. quero tudo, muito, muitos, muitas, quero assim, só você em mim.
quero mais de te querer cada dia mais, quero muito de sentir tudo por você, quero tudo do pouco que temos, e do infinito de tempo que temos pra ter, cada pedaço, cada sorriso, cada parte corpo, cada suspiro e passo.
te quero assim, com tudo de mim,
e você me tem assim, com tudo de mim.
não me importam as flexões de gênero, quero estar com alguém que seja em mim tudo que preciso e até mesmo o que não. quero alguém de faces, que saiba ter cada forma do meu querer, quero querer ter toda forma do seu ser.
quero meu amor puro e promíscuo, doce e amargo, leve e denso, congelando e derretendo tudo em mim. quero forte, saudade forte, beijos fortes, sexo forte, abraços fortes, e que minha fraqueza esteja na mesa pra você devorar.
não me importam os olhares alheios, as censuras dos meios, não me importam primeiros, segundos e terceiros. quero tudo, muito, muitos, muitas, quero assim, só você em mim.
quero mais de te querer cada dia mais, quero muito de sentir tudo por você, quero tudo do pouco que temos, e do infinito de tempo que temos pra ter, cada pedaço, cada sorriso, cada parte corpo, cada suspiro e passo.
te quero assim, com tudo de mim,
e você me tem assim, com tudo de mim.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
(in)explicável
é estranho esse jeito da vida de brincar com a gente.. às vezes certas coisas acontecem de uma forma tão inexplicável que quase dá pra acreditar naquela história de destino.
mas se me dissessem, em qualquer uma dessas manhãs nubladas, que eu posso pedir alguma coisa, qualquer coisa, eu suplicaria por algumas doses de auto-controle. nada de rios de dinheiro, reciprocidade de um amor não-correspondido, paz mundial, ou qualquer uma dessas utopias super clichês.
eu não quero mais ser como a água de um rio num fluxo desenfreado.. que vai passando por cima dos galhos, pedras, barrancos e só pára quando tudo se acaba num poço, depois de uma queda. eu quero saber parar na primeira pedra que me aparecer, antes, muito antes, da queda.
soa bastante covarde quando as pedras e galhos, no sentido conotativo, representam os obstáculos e dificuldades, mas a covardia em si tem uma essência muito parecida com amor próprio, e já cansaram de me dizer coisas sobre o quanto eu preciso me amar um pouco mais.
é como se eu não quisesse mais ouvir pessoas me agradecendo pelo carinho, dedicação, paciência, conforto, segurança, pra depois se despedirem pedindo desculpas por não poderem me dar tudo que mereço. e as coisas parecem continuar andando nesse rumo, e eu pareço continuar impotente e refém de tudo isso que acontece dentro de mim.
então, retomando.. eu pediria por auto-controle, amor próprio, ou covardia. seja como for, enquanto isso continuo aqui.. intensa, inteira, inconseqüente, in (..)
-
''muito pra mim é nada, tudo pra mim não basta, eu quero cada gesto, cada palavra, cada segundo da sua atenção (...) estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado, estou cansada de me dividir no que é certo no amor, quem é que vai dizer? o que falar, calar e querer? eu quero absurdos, quero amor sem fim, quero te dizer que eu só sei amar assim...''
Zizi Possi.
mas se me dissessem, em qualquer uma dessas manhãs nubladas, que eu posso pedir alguma coisa, qualquer coisa, eu suplicaria por algumas doses de auto-controle. nada de rios de dinheiro, reciprocidade de um amor não-correspondido, paz mundial, ou qualquer uma dessas utopias super clichês.
eu não quero mais ser como a água de um rio num fluxo desenfreado.. que vai passando por cima dos galhos, pedras, barrancos e só pára quando tudo se acaba num poço, depois de uma queda. eu quero saber parar na primeira pedra que me aparecer, antes, muito antes, da queda.
soa bastante covarde quando as pedras e galhos, no sentido conotativo, representam os obstáculos e dificuldades, mas a covardia em si tem uma essência muito parecida com amor próprio, e já cansaram de me dizer coisas sobre o quanto eu preciso me amar um pouco mais.
é como se eu não quisesse mais ouvir pessoas me agradecendo pelo carinho, dedicação, paciência, conforto, segurança, pra depois se despedirem pedindo desculpas por não poderem me dar tudo que mereço. e as coisas parecem continuar andando nesse rumo, e eu pareço continuar impotente e refém de tudo isso que acontece dentro de mim.
então, retomando.. eu pediria por auto-controle, amor próprio, ou covardia. seja como for, enquanto isso continuo aqui.. intensa, inteira, inconseqüente, in (..)
-
''muito pra mim é nada, tudo pra mim não basta, eu quero cada gesto, cada palavra, cada segundo da sua atenção (...) estou cansada de ouvir que eu só sei amar errado, estou cansada de me dividir no que é certo no amor, quem é que vai dizer? o que falar, calar e querer? eu quero absurdos, quero amor sem fim, quero te dizer que eu só sei amar assim...''
Zizi Possi.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
zoomorfismo
bombas, várias! várias bombas.
pequenos, tão pequenos e breves aqueles momentos de tranqüilidade..
é algo dentro de mim, ainda não consegui descobrir o que é.
mas sei que é dentro, tão fundo... mas TÃO fundo.
não dá pra tocar, modificar. aquilo existe e é quase maior do que tudo que sou!
e vem uma necessidade enlouquecedora de instrospectividade, necessidade pura e sem explicação. que é e é assim, ponto final.
eles querem justificativas, mas não acreditam quando eu mesma digo que não sei o que se passa.. e mesmo assim, em meio a toda essa patologia das camadas mais internas de minha alma, algumas coisas estão tão explícitas.. em carne viva, pulsando, e eles fingem não ver. o que posso dizer nunca é suficiente, parece que eles querem me engolir numa garfada só. me sinto como um filhote de passarinho, sozinho, num ninho cercado de gaviões. comparação medíocre, eu sei, mas inevitável.
até aquela que vinha pontualmente regurgitar alguma comida na minha boca.. até ela já se juntou a eles. só me resta o mais fiel de todos, que por ironia do destino, estar em sua companhia tem sido quase tão ruim quanto qualquer coisa que seja muito muito muito desagradável.. nunca me pareceu tão necessário me libertar de todo esse rancôr, e ele.. nunca pareceu tão despreocupado em melhorar as coisas entre a gente.
vícios são, definitivamente, a pior das piores invenções desse mundo. quando não estamos neles eles estão na gente e é doentio de qualquer forma. não dá pra fugir, não adianta, nunca vai adiantar.
numa tarde de terça-feira seu irmão te diz algumas palavras..
numa tarde de sexta-feira seu pai aparece cheio de cor no olhos..
numa tarde de sábado sua mãe estraga um esforço de anos com um simples desabafo..
numa noite de domingo você já não consegue mais dormir..
numa manhã de segunda-feira as coisas respiram melancolia e ansiedade..
e eu definitivamente não sei mais o que estou falando.
pequenos, tão pequenos e breves aqueles momentos de tranqüilidade..
é algo dentro de mim, ainda não consegui descobrir o que é.
mas sei que é dentro, tão fundo... mas TÃO fundo.
não dá pra tocar, modificar. aquilo existe e é quase maior do que tudo que sou!
e vem uma necessidade enlouquecedora de instrospectividade, necessidade pura e sem explicação. que é e é assim, ponto final.
eles querem justificativas, mas não acreditam quando eu mesma digo que não sei o que se passa.. e mesmo assim, em meio a toda essa patologia das camadas mais internas de minha alma, algumas coisas estão tão explícitas.. em carne viva, pulsando, e eles fingem não ver. o que posso dizer nunca é suficiente, parece que eles querem me engolir numa garfada só. me sinto como um filhote de passarinho, sozinho, num ninho cercado de gaviões. comparação medíocre, eu sei, mas inevitável.
até aquela que vinha pontualmente regurgitar alguma comida na minha boca.. até ela já se juntou a eles. só me resta o mais fiel de todos, que por ironia do destino, estar em sua companhia tem sido quase tão ruim quanto qualquer coisa que seja muito muito muito desagradável.. nunca me pareceu tão necessário me libertar de todo esse rancôr, e ele.. nunca pareceu tão despreocupado em melhorar as coisas entre a gente.
vícios são, definitivamente, a pior das piores invenções desse mundo. quando não estamos neles eles estão na gente e é doentio de qualquer forma. não dá pra fugir, não adianta, nunca vai adiantar.
numa tarde de terça-feira seu irmão te diz algumas palavras..
numa tarde de sexta-feira seu pai aparece cheio de cor no olhos..
numa tarde de sábado sua mãe estraga um esforço de anos com um simples desabafo..
numa noite de domingo você já não consegue mais dormir..
numa manhã de segunda-feira as coisas respiram melancolia e ansiedade..
e eu definitivamente não sei mais o que estou falando.
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