domingo, 16 de dezembro de 2007

sinópse

eu não quero, eu PRECISO te dizer que..

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

madrugada vad(z)ia.

estou inquieta, com um gosto amargo na boca, um vazio que vai da garganta até o umbigo, uma vontade de gritar qualquer coisa que interrompa o silêncio que envolve essa madrugada vadia. me confundem todas essas luzes amarelo-piscantes, os faróis apressados, e os postes tristonhos. meus olhos que transbordam expectativa, e que olham, sem parar, para o movimento de janelas que sobem e descem no canto inferior direito do monitor. ouvidos com olhos vidrados no celular, coração com batidas aceleradas, pensamentos circulares, e uma vontade de gritar qualquer coisa que interrompa o silêncio que envolve essa madrugada vadia. minhas mãos que não sabem se querem digitar, estar entre meus cabelos, ou no movimento contínuo de fazer e desfazer palavras absurdas nas teclas do celular. minha boca não sabe se responde secamente as perguntas de rotina da minha mãe, se pede por água pra umedecer, se fica calada até o amanhecer, ou se continua a funcionar involuntariamente querendo cuspir frases que eu, com o pouco de saliva que me resta, luto para engolir.
o vazio que se transforma em mal estar, as batidas do coração apressadas como os faróis que se transformam em desespero, e uma vontade de gritar qualquer coisa que interrompa o silêncio que envolve essa madrugada vadia (...)

domingo, 11 de novembro de 2007

little things.

vem chegando o fim do ano e, inevitavelmente, a gente para pra olhar um pouco pra trás. o que vem pela frente é assustador demais quando comparado a algumas doses de nostalgias..

esse ano foi um ano de quebrar tabus. tinha dias que me perguntava o que eu estava fazendo ali, naquele colégio, com aquelas pessoas, toda aquela merda de novo.
e só hoje consegui descobrir a resposta dessa pergunta. eu estava ali pra entrar na sala, no primeiro dia de aula, e dizer: 'como eu odeio esse lugar' e sair agora, no fim do ano, dizendo que as pessoas mudam e eu também. entrei tentando me conformar de ter que andar com uma menina que nunca gostei, pra sair falando o quanto gostaria de poder levar a amizade dela pra vida toda...

aprendi que nem tudo na vida é eterno, que nem todas as coisas precisam ser vividas com tanta intensidade, e que às vezes.. até o que pensávamos ser infindo, é tão passageiro quanto chuva de verão. mas não é o tempo que determina o quão verdadeiro é o que sentimos e vivemos.. mas sim o quanto aquilo significa pra gente naquele momento.

aprendi que tudo muda, e que não é tão surpreendente quando você e sua melhor amiga passam alguns dias em total desconcerto, e se sentir assim não é a tradução do fim, mas sim a evidência de que aquele sentimento é tão vivo quanto as
flores da primavera e quase tão forte quanto o sol do outono (depois do aquecimento global) ..

aprendi que nem sempre somos responsáveis por nossas perdas, a vida às vezes leva algumas coisas da gente, e não é necessário ficar rodando mundos atrás de algo pra substituir, tem coisas que realmente são insubstituíveis, o que não nos impede de viver novas aventuras.

sempre me disseram que o ser humano tem uma facilidade incrível de esquecer as coisas ruins, e que raiva, ódio, são sentimentos pesados demais pra se carregar consigo, e que o perdão é uma virtude. aprendi que dar chances aos outros não se trata só de ser uma pessoa legal que ignora as falhas alheias, se trata de dar uma chance pra si mesmo, abandonar o peso e a mágoa, e deixar entrar um pouco da leveza de algo novo que pode dar certo..

e no fim de tudo, as coisas grandiosas não são as que marcam, mas as pequenas, minúsculas. uma palavra, um gesto, um sorriso, um brilho, um cheiro, uma voz, um beijo, um abraço, um carinho, um olhar, um suspiro, um fio de cabelo, uma unha, um grão de areia, uma gota d'água (...) desses sim eu vou me lembrar, pra onde quer que eu vá, pra sempre.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

just in time.

para atender o pedido dos meus leitores assíduos, estou aqui com essa janela aberta há muitos minutos, tentando escrever sem estar decepcionada com algo, sem estar sentindo falta, tristeza, vivendo uma intensa nostalgia, enfim.

é estranho isso de só estar inspirada quando tem algo me corroendo, sinceramente, concordo que deveria ser o contrário! mas o que falar quando nada temos para dizer?

bom, minha vida anda.. parada, vazia, estável, monótona. não que isso seja muito ruim, mas é que depois de um tempo faz falta aquilo de viver e morrer por algo ou alguém. de uns tempos pra cá tenho percebido as razões de existência de um sentimento pré-histórico, e tem me parecido algo muito mais simples do que eu pensava ser.

esse amor sempre foi meu poço de inspiração, a forma como começou, a forma como caminhou, e até o jeito dramático que terminou. roteiro para páginas e páginas de uma peça, motivos de rios e rios de lágrimas, brilhos e brilhos dos olhos, gargalhadas contagiantes, sorrisos despercebidos, enfim. um amor que, definitivamente, dava o que falar!

e em cada momento de aquietação da minha alma, de estabilidade e monotonia da minha vida, eu, como todo bom poeta, não suportava ficar durante horas olhando para um papel sem conseguir escrever uma palavra. era automático, buscava no arquivo aquele sentimento, que eu, despercebida, mal pude notar que já se passava em preto e branco.

vivia de novo cada segundo, e minha inspiração escorria por entre os poros. inspiração, lágrimas, saudade, dor. um cenário perfeito, que rende litros e mais litros de um produto não-identificado.

nunca soube bem o que era aquilo, o motivo, a razão. o que me importava era que parecia infindo, e era como uma droga. viciava! aquela sensação de poder, em milésimos de segundo, trazer a emoção de volta para a minha vida, era quase como um orgasmo. aquela mistura de prazer e dor me consumia, me hipnotizava e, depois do ápice do efeito, toneladas de perguntas desfaziam meu ser. era um ciclo que parecia ser involuntário e sem fim, mas não..

ainda não sei como, nem onde, nem quando consegui descobrir o quanto tenho controle sobre o meu corpo e as minhas emoções e que, talvez, seja até possível induzir uma paixão, fazendo-a tomar o rumo que eu bem entender! descobri também que aquele arquivo é mais um daqueles que vão embora na próxima limpeza de HD, afinal, precisamos abrir espaço pro que está por vir. deixar acumular coisas que estão inativas, faz mal pra saúde.

pode ser que um dia eu olhe para ela e sinta meu coração bater acelerado, minhas pernas tremerem, mas uma coisa eu garanto: vai ser um novo amor, uma nova história, um novo olhar, um novo eu, um novo ela. aquilo lá, acabou. e não acho que tenha sido tarde demais para perceber isso, pra mim não se passaram dois anos e sei lá quantos meses, pra mim se passou o tempo necessário para entender que, querendo ou não, um dia as coisas encontram seu fim. e os disfarces de vírgula, ponto e vírgula, reticências, travessão.. ah, esses aí, também tem seu ponto final.

um viva aos meus dias e dias sem inspiração, vida vazia e monótona. cada coisa em seu tempo, cada macaco no seu galho, e por aí vai...

domingo, 14 de outubro de 2007

querência.

eu só queria dizer que..
queria dizer, mas não consigo.

queria entender, mas não consigo.
queria esquecer, mas não consigo.

queria falar, mas não posso.
queria te ter, mas não posso.
queria não querer, mas não quero.

porque se quisesse, conseguiria.
ou não..

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

(pré)conceito.

Tem coisas na vida que a gente prefere não lembrar.
Aquelas que não tem jeito de esquecer, mas você tenta agir sempre como se nada daquilo existisse.

É tão estranho saber que coisas que te dão prazer, podem ser como um crime, quando vistas de forma distorcida pelo olhar dos outros. Crime daqueles dignos de prisão perpétua ou anos a fio de trabalho comunitário. Imagina se cada vez que beijássemos alguém que amamos, tivéssemos que considerar o que a fulana do outro lado da rua ta pensando, o que o pai do seu melhor amigo está pensando, o que o cachorro acha daquilo, no espanto de gregos.. e de troianos também.. acho que seriamos TODOS casados com Deus. Acho não! Tenho certeza!

Não que isso seja ruim, sem desmerecer o “I love God lifestyle”, afinal deve ser algo muito.. han.. é, diferente! Isso, diferente! Aquela emoção toda de, né.. passar o dia rezando! Uau! E as fofocas sobre a vida de Judas, sobre os possíveis adultérios de Maria! Que isso! Pecado! Deus que me perdoe, vou rezar o triplo de ave-marias essa noite.. mais! O triplo de ave-marias, ajoelhada no milho, com uma melancia na cabeça, equilibrando um ovo na colher! Quem sabe assim Ele pode me perdoar por um absurdo desses né?

E hajam pecados nesse mundo, haja perdão! Somos um bando de ingratos mesmo, Jesus Cristo morreu em nome de seu amor por nós, e é assim que retribuímos?
Onde já se viu ter gula? Onde já se viu ser ganancioso, poxa.. dinheiro não compra felicidade! Ainda mais num mundo onde até o comunista já é capitalista, precisamos apenas da riqueza de nossos corações! Desejos carnais? Imperdoáveis! Sem falar da mulher ou do homem que se negar a viver a vida em sua ordem e forma natural, Eva foi feita pra Adão e vice-versa.

O que me diriam os membros do antigo Clero que vendiam a libertação da alma e o perdão? O que me dizem agora, os pastores que extorquem cada centavo de pessoas que mal tem onde dormir? O que fazem com o dinheiro? Constroem e aprimoram a Casa de Deus? Mas não é essa que está dentro de cada um de nós? Pra onde vai o Deus-narrador-onisciente que está em todos lugares? Para onde vão os pecados capitais? Para onde vão os julgamentos? Estão SEMPRE nos censurando, estão repetindo fundamentos sem sentidos em nossas cabeças, e Ele? Quem o julga? Quem questiona? Quem pune?

Eu me prontifico! Não quero ser rebelde, não tenho o símbolo do anarquismo tatuado em meu peito! Quero viver, quero amar, quero esquecer, quero ter, quero querer sempre mais! Quero viver o que digo, quando faço discurssos de que não me importo com o que os outros pensam! Quero respostas pra todas as minhas perguntas, quero explicações pra cada versículo da Bíblia Sagrada, quero que me convençam de que ela deveria estar sempre junto a meus livros de cabeceira! Quero rever meus conceitos, quero ver o pecado em carne e osso, quero saber que forma ele tem.

Quero poder pegar carona com você, quero poder passar na sua casa quando não tiver muita coisa pra fazer, quero poder te ligar sem pensar em mudar um pouco a voz, quero poder estar com você, mas só quando você estiver comigo também, quero parar de inventar desculpas sem nexo quando me perguntam por que não chamar você para uma viagem ou coisa parecida, queria voltar no tempo em que não tínhamos muitos problemas e não sabíamos fingir o quanto pequenas coisas podem fazer diferença. Não que as coisas entre nós não estejam em sua melhor sintonia, aliás, não me recordo do tempo em que tudo esteve tão bom assim.. é que as vezes, ao seu lado, me sinto mal, por saber que pessoas pensam que definitivamente não estou nem perto de ser o melhor pra você.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

''minha fé, em pó solúvel''

é quando penso que sou uma pessoa madura e completa que me deparo com situações como essa: pela terceira vez no ano, machuquei uma parte fundamental do meu corpo.
primeiramente as coisas ficam um pouco sem rumo, afinal minhas mãos e meus pés são, teoricamente, as únicas coisas que até hoje não me fizeram desistir de mim mesma.

é quando entro em quadra e me encontro com uma bola nos pés ou nas mãos que me sinto como alguém que brilha de alguma forma. é quando escuto um elogio de algum dos meus técnicos, é quando dou assistência pra boas jogadas, ou quando correspondo boas assistências com boas finalizações. e é ali, exatamente ali, onde eu desejaria passar todo o tempo que me resta pra viver. não há quem não goste de ser uma referência, não há quem não goste de ser admirado por algo que realmente saiba fazer. mas é exatamente aí que se encontra o erro!

o que sou fora de quadra? quem sou? o que de bom eu sei fazer? quem me admira?
o efeito que o esporte causa em mim é algo momentâneo demais pra me dar alguma estabiliade. eu entro na quadra e sou outra pessoa! mas no mesmo instante em que coloco meu primeiro pé 'de volta ao mundo real', volto a ser o que sempre fui e sou diante do mundo.

pode ser que essas contusões tenham vindo pra me ajudar a lidar com as coisas do lado de fora, procurar algo bom em mim, me recriar, até conseguir sentir tudo o que sinto dentro de uma quadra. algo que veio pra me impedir de fugir insistentemente de mim.

mas foi exatamente aí que percebi o que falta.
hoje, pela terceira vez, me peguei caída no chão de alguma quadra, olhando pro céu como se procurasse alguma luz, sem nem me dar conta do que estava fazendo. descobri que procurava por fé! algum tipo de fé que pudesse me ajudar a passar por aquilo, ou que até mesmo me livrasse de ser o que parecia ser. e a primeira frase que saiu da minha boca foi: eu não acredito.

e realmente não acredito. não acredito em nada! não acredito em Deus, não acredito na minha mãe, não acredito no meu pai, não acredito no mundo, não acredito em fantasmas, não acredito em alienígenas, não acredito em acreditar, não acredito no futuro, não acredito no presente, não acredito no que acreditei, não acredito em você, não acredito nas palavras, não acredito nas minhas mãos, não acredito nos meus pés, não acredito em mim.

e quando eu olho pro céu, não acredito que não tenho nada pra acreditar quando preciso. preciso de um norte, pode ser sul, leste, ou oeste, mas que seja um norte.
quero encontrar a fé que existe em algum canto do meu ser, preciso de força, preciso de calma, preciso de garra, preciso de mim.

o amor que me falta não é o seu, mas o meu.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

grow up.

essas coisas de futuro são muito complicadas né?
o ano vai chegando ao fim, e poderia ser algo normal se o fim desse ano não trouxesse consigo o início do ano que vem.

alguns se perguntam: minha querida, o que tem de anormal nisso?
acho que vocês já devem ter ouvido falar sobre vestibular. pois é, esse cara vai ser meu melhor (ou pior) amigo ano que vem.
e pensar que eu só tenho 15 anos não me anima nem um pouco! pensem comigo.. vou fazer 16 anos em novembro, e ano que vem quando chegar a época de inscrição pros vestibulares da vida (o que costuma ser por volta de agosto/setembro) eu ainda terei 16 anos. dezesseis, sixteen, sechzehn. (momento: 'oi, sou quase poliglota' hahahaha)
acabei de debutar e já tenho que escolher o que vou fazer pro resto da minha vida? isso soa como se estivesse carregando um mundo (ou dois) nas costas.

claro que tem um pouco de medo nisso tudo, talvez até mais que isso, covardia. mas sinto como se eu não estivesse preparada! só de pensar que ano que vem tenho que parar tudo e estudar, estudar, estudar... é como se engolissem um ano da minha juventude, um ano do meu direito de ser inconseqüente, um ano da melhor parte da minha vida. é, nunca tinha visto de forma tão clara as conseqüencias negativas de ser quase dois anos adiantada na escola.

agora começa todo o stress de: pra que colégio eu vou? voltar ou não voltar pro santo antônio? ah, volta! mas e os traumas? ah, pior que é né? sei lá viu.. pelo menos tem meus amigos! mas você lembra quando cê teve catapora, você não pôde contar com eles! mas era final do ano poxa, eles deviam estar... ocupados demais, não? é, pode ser! mas de quantas provas você não saiu chorando? poucas. continua no arnaldo então! que? por mim cê continuava lá. pirou? que que tem? eu quero passar no vestibular! santo agostinho? não aceita novatos no terceiro ano! marista? QUE? ah, então vai pra Europa! uai, vou! ah, pelo Rotary só dá pra ir em 2009. por que cê não olhou isso com antecedência? você nunca demonstrou interesse em ir! é, isso é verdade. então? não sei. é.. pra que colégio eu vou? (...)

nunca pensei que fosse dizer isso algum dia, mas crescer realmente dói.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

hiatus criativo

tenho vindo aqui constantemente pra tentar escrever algo que passe de palavras vazias, largadas pra evitar as teias de aranha nesse lugar. e entre essas tentativas frustradas me perguntei inúmeras vezes o que poderia estar acontecendo, e da mesma forma que não encontrei palavras pra escrever, nenhuma explicação me satisfez.

lembro que todas as vezes que vim escrever aqui, algo me afligia. nem todos os posts se trataram da aflição do momento, alguns conseguiram fugir dela, mas para fugir de algo é necessário que esse algo exista. logo, quando queria falar da aflição, falava! quando não queria, fugia.

mas resolvi entrar numa de paz de espírto, que ao invés de paz acabou se transformando em uma ausência de tal. quase passei a me amar quando me perguntavam se estava tudo bem e eu dizia que sim! parecia até mentira eu estar lidando de forma tão serena com os acontecimentos recentes, alguns chegaram a perguntar duas vezes se eu tinha certeza que estava bem. passei a escutar insistentemente a música de alguns palhaços vestidos de atores, se passando por cantores, aquilo provocou uma modificação genética em mim, que nem mais chorar era preciso. resolvi encontrar mágica em tudo quanto é coisa desse mundo, e se não dava, inventava! e o fim então? nunca antes tinha visto de forma tão linda! ah... o fim! se tornou minha sina.

me lembro do meu primeiro encontro com o fim.. ele me consumia, secava cada rio que desaguava em meu ser, me perseguia, tirava o sono, tirava sangue, sarro, tudo. era tanta dor que não cabia! folhas de papel não foram suficiente pra me curar, escrevia nas paredes, no meu corpo, no céu, na lua .... era assustador, enlouquecedor! depois disso, algumas outras pequenas coisas acabaram, mas não precisei me dar ao trabalho de sofrer, isso ficou com as outras partes. aliás, a verdade é que depois daquele primeiro fim, não houve recomeço pro meu coração.

não até alguns meses atrás quando me vi pronta pra tentar! pode parecer patético (e é), mas aquilo soava com um sonho bom.. tão bom que dava medo! me disseram mil vezes, por meio de frases feitas ou não: ''rafa, toma cuidado!''
mal sabiam eles que eu já havia extinguido essa tal cautela do meu dicionário, tinha mandado ela pra longe.. junto com seus sinônimos, fiquei com os antônimos, todos eles!

até que em um belo dia, bateram à minha porta. eram pistas, vestígios, que me perseguiram durante uma semana (ou duas) e que me levavam a ele.. é, ele mesmo! o danado do fim. de repente, em mais um dia comum de aflição, quem batia à minha porta não eram mais as pistas, os vestígios, era o fim personificado de começo. começo pra uns, fim pra outros. tentei fechar à porta, disse que não me interessava nada do que ele trazia pra mim! mas minhas forças já haviam se esgotado nas semanas que vivi em negação, fingindo não entender o que me diziam as más línguas.

ele entrou, de terno preto, elegante e fúnebre, sério e concreto. uma figura que costuma provocar desespero e litros de lágrimas ao aparecer, mas me faltou o Norte. e foi desnorteada mesmo que escutei aqueles tais palhaços que citei anteriormente.. eles cantavam cada vez mais alto, o fim se transformou em algo ''belo e incerto'', a ausência simplesmente veio ''fazendo silêncio em todo lugar'', e tudo mudou quando disse veementemente: ''pra minha poesia é o ponto final''.

foi sem dor, foi sem lágrimas, sem ressentimentos. foi mágico, assim como quando tudo começou.. e agora entendo de onde vem todo meu silêncio, entendo também pra onde foi a minha poesia.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

infinita highway

é essa maldita inércia que insiste em manter as coisas em um movimento com velocidade uniforme. tudo culpa dela e daquele inútil observador de maçãs.
pensando bem.. mais maldito ainda é o corpo externo que interfere no movimento.. provocando aceleração, é aí que desanda tudo. adeus movimento retilíneo uniforme, adeus repouso total do corpo. comodidade e calmaria dão lugar à inconstância e aflição!

pense no quão frustrante isso pode ser: você está lá naquela estrada com paisagens exuberantes, tráfego nada intenso, musiquinha animada de fundo, cabelos ao vento, sol de fim de tarde, velocidade constante ... quando de repente Deus, ou sei lá Quem, parece querer te testar. a estrada se transforma no paraíso dos declives, buracos, animais na pista! você é obrigado a diminuir a velocidade, o sol se põe, a música começa a irritar, o frio te obriga a fechar a janela, a vontade de passar por cima dos animais é quase incontrolável, e o caos parece se aproximar.. mas você não pode fugir dele, nem se quiser.

é tenso, realmente muito tenso. primeiro você sente algo próximo à uma depressão, depois a indignação provoca raiva, depois a falta de solução trás a indiferença e assim consecutivamente. você não sabe mais se pede pra saber voar, ou se pede pra dormir e acordar longe dali, não sabe mais como se proteger, nem se quer se proteger..

talvez devessemos procurar uma orientação pra evitar de escolher estradas tão traiçoeiras, alguns mais radicais preferem abdicar da habilitação, outros mais covardes juram nunca ter se arriscado em estrada nenhuma, tem também aqueles otimistas que acabam por fazer tudo ter valido à pena. o pior tipo é aquele orgulhoso que não admite que o coração só faz as escolhas erradas. (coração? mas não falávamos do carro na estrada e...) é! quer dizer, nem sempre é muito fácil admitir que acabamos pegando a estrada errada por falta de cautela.

(...)

desculpe-nos o transtorno, essa estrada está temporariamente interditada! foi necessária um reforma de urgência para podermos, assim, melhor atendê-los. a falta de investimentos do governo pode retardar a obra, ainda não há previsões para a conclusão do projeto. para maiores informações e sugestões entre em contato com o Ventrículo Esquerdo ou Veia Cava Superior.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

coração escalonado

aquela prova de matemática me fez pensar no quão injusta essa vida é.
você pode sentar numa cadeira, receber um exercício que te manda escalonar um sistema com várias incógnitas e.. com um pouquinho de esforço e paciência tudo sai do jeitinho que você quer. multiplica ali, soma com aquela lá, substitui na fulana, troca a ordem (..) plim! um sistema escalonado saindo do forno. talvez até pareça complicado à primeira vista, mas só de ter como resolver já se torna algo muito mais fácil do que se pode imaginar.

mas pra que, me diga, pra que escalonar sistemas? me parece um desperdício sem igual. se inventaram esse tal escalonamento, façamos bom uso então, oras!
vamos escalonar sentimentos, sofrimentos, angústias, incertezas! vamos eliminar as incógnitas, multiplicar as alegrias, somar com reciprocidade..

vou entregar meu coração pra algum matemático..
quem sabe então assim, com um coração escalonado, pare de sobrar em mim tanta preocupação, atenção, cuidado, saudades, necessidades, carinho, intensidade.

quero estar na medida, porque do jeito que sou não tem dado muito certo. uns pedem mais de mim, outros não querem nada quando tem tudo de mim, e eu continuo querendo tudo de quem nada quer de mim.

sábado, 18 de agosto de 2007

all star.


não esperava poder passar a noite conversando com você como fizemos ontem.
esperava menos ainda poder fazer isso com um sorriso imenso no rosto, uma saudade gostosa no coração. achei que tudo entre nós estava destinado a ser, pra sempre, uma dor.. a dor de não ter tido chances de ver no que aquilo ia dar, a dor de ter tido que olhar nos seus olhos e dizer que não queria mais, quando por dentro.. meu ser respirava você. a dor de te ouvir dizer que me amava.. quando eu estava proibida de dizer o mesmo, a dor de querer voltar no tempo e mudar tudo, a dor de um amor incomensurável arrancado do peito à força pela razão.

quem diria que eu conseguiria olhar pras fotos que olhamos ontem, falar sobre as coisas que falamos, viver essa nostalgia profunda, sem nem molhar um pouquinho a mesa do computador (hahaha). foi bom saber que ainda nos conhecemos muito bem, foi bom ver que essa sua memória de peixinho ainda consegue guardar muitas coisas que pensei que já tivesse esquecido, foi bom ouvir você reclamando das mesmas coisas, daquele mesmo jeito..

sempre quis que isso acontecesse. quis poder te ver.. sem sofrer com isso, quis poder me sentir segura ao falar com você, quis poder sentir sua falta, quis poder matar essa saudade, quis estar pronta pra ter minha vida cruzando com a sua de novo.
será que é essa a hora?

''(...) não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa que não terminamos ontem, ficou pra hoje. estranho mas já me sinto como um velho amigo seu,
seu all star azul combina com o meu preto.. de cano alto.''

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

decreScER

tem dias que fica difícil se contentar em ser.
queremos mesmo é SER, grande, imenso, tudo, todo.
queremos ocupar, dominar, predominar, estar..

tem dias que o carinho por se só não basta, quem dirá a incerteza da existência de tal.
falta a vontade, a necessidade, intensidade.
faltam batidas do coração, faltam suspiros, faltam tremores, tesão.

tem dias que a falta é tanta que acaba vindo a querência de não mais querer..
não mais querer SER, nem se contentar em ser.
não mais querer grande, nem pequeno.
não mais querer,
não mais,
não.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Rafaela's Creek

não sei se já estou surtando com essa situação vegetativa, ou se é um efeito colateral de ter me transformado, nos últimos dias, expectadora de dramas, conflitos, relacionamentos turbulentos, questionamentos e análises de jovens que vivem em uma cidade quase inexistente.. rodeados por um rio e nada mais.

ok, eu prefiro encarar as coisas pela primeira opção! a segunda me pareceria insana demais, seria um caso perdido se estivesse enlouquecendo por causa de um seriado e seus clichês.

sem contar que eu já não sei mais se minha vida é um caso de muito azar ou muita falta de sorte. e a partir de agora devemos fingir que as duas opções não são redundantes, afinal.. preciso de dúvidas pra continuar existindo. e se eu não olhar para o azar e para a falta de sorte como coisas completamente diferentes, tudo vai ficar fácil demais. porque será uma dúvida solucionada de forma tão patética, que não vai dar mais pra esconder o quanto minha vida simplesmente não passa disso: conflitos patéticos, problemas patéticos, relações patéticas, argumentos patéticos e tentativas mais patéticas ainda de tentar fazer com que as coisas não aparentem ser como realmente são.

a verdade é que: eu sou uma pessoa ingrata.
tenho uma mãe compreensiva e dedicada, um irmão imaturo, mas tão doce que talvez realmente não haja outro como ele no mundo, um pai sem formação acadêmica e sem dinheiro nenhum no bolso, mas com um amor por mim que transborda em cada canto de seu humilde e esforçado ser. não transpiro dinheiro, mas tenho um bom computador, um videogame de última moda, roupas em ótimo estado, estudo em uma escola particular, e saio regularmente pra fazer programas que, de uma forma ou de outra, necessitam de um apoio financeiro para serem realizados. sou uma ótima aluna, tiro notas boas sem ter que me esforçar muito pra isso, meus pais apostam e confiam em mim cegamente!

e apesar de tudo isso, não agradeço à Deus pelo pão de cada dia, muito menos pela minha saúde (ou parte dela) e pela saúde de quem amo, não fico bolando planos para um mundo melhor, muito menos vangloriando tudo o que tenho por saber que tem gente no mundo passando por verdadeiros maus bocados. e, por pura arrogância, não sou lá a filha amorosa e respeitadora que minha mãe merece.. e também, por traumas de infância, não consigo abraçar meu pai ou mostrar pra ele o quão recíproco é o amor que ele sente por mim. nem sempre dou muito valor às generosidades do meu irmão, e acabo como a egoísta e mutiladora da paz do lar.

quando tento mudar ou fazer as coisas serem um pouco diferentes, duvidam da veracidade das minhas intenções e acabam por perguntar o que tem por trás daquilo tudo, e em menos de um segundo, para honrar minha rebeldia.. a porta está novamente aberta para a arrogância, a falta de capacidade de perdoar, o egoísmo e todos aqueles outros adjetivos pejorativos que se encaixam muito bem em cada pedaço de máscara caída.

não sei porque estou falando tudo isso! no início minhas intenções eram as de falar de algo completamente diferente disso. é, estou começando a me preocupar com o tempo de vida da minha sanidade mental. só espero que dure tempo suficiente pra que eu consiga mudar algumas coisas que não pretendo morrer sem fazê-lo.

uma vez alguém me disse que a vida é como um rio.. rio este que precisa fluir. quero parar um pouco de forçar circunstâncias, quero parar um pouco de perder coisas por tê-las vivido de forma intensa demais, preciso tirar alguns paus-de-enchente do caminho. não dá mais pra aceitar as coisas como karmas e deixá-las ali.. é covarde demais para um ser metade homem, metade centauro.

demais, muito mesmo. é..

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

arroz, feijão (...)

hun.. o que falar?

tá parecendo aqueles dias que não temos NADA pra falar, mas somos obrigados (por nós mesmos) a ir na psicóloga. lá fica aquele clima de silêncio, chato e quase enlouquecedor. quando de repente a profissional, com toda sua excelência e experiência, começa a conversar sobre trivialidades e de repente vocês já estão discutindo novamente sobre coisas que te incomodam, te fazem feliz ou triste, e blá blá blá.

logo, falaremos sobre trivialidades hoje.

(10 minutos depois)
é, eu não leio nem vejo jornal, nem revistas. acho que sou uma péssima pessoa pra falar sobre o cotidiano político-econômico-cultural de qualquer sociedade, nação, principalmente da minha.

isso me pareceu um absurdo tão grande que me sinto envergonhada! afinal, ano que vem vou prestar vestibular.. como pode alguém com tamanha responsabilidade pela frente não saber quem está roubando ou não no país, quantas pessoas morrem por dia em cada estado, como anda o imperialismo americano e toda aquela coisa de guerra-preventiva adotada pelo digníssimo George W. Bush, a peleja do Iraque e de todos aqueles países infelizes do Oriente Médio, o crescimento desenfreado da economia da China, o socialismo em Cuba ...

acho que tenho que dar um jeito nisso. imagina se um dia meu avô resolve me perguntar o que penso sobre o rumo político que nosso país anda tomando.. com que cara vou dizer pra ele que vivo por aí soltando frases nacionalistas e patriótas, mas na verdade não sei de nada que acontece no meu país.
posso tentar jogar verde, clichês servem pra isso!

- Então, o que você tá achando da política no Brasil? - ele pergunta sentado em sua poltrona reclinável.
- Ah.. num dá jeito né vô? Só mentiras descaradas, corrupção, promessas não cumpridas, um horror! - respondo olhando nos olhos dele pra parecer confiante.
- Pois é! Cê viu a nova denúncia contra o Renan Calheiros?
- Nossa! Um absurdo! Como um cara de tanta importância faz um papel desses né? Pura falta de vergonha na cara mesmo!
- Você sabe o que representa do cargo dele?
- É... ele... coordena tudo né? Tudo que o Lula não faz, ele deveria fazer né? - respondo já desviando o olhar.
- Quase isso, passou perto, você deve estar confundindo outra coisa com Presidente do Senado.
- É! Exatamente! Pensei que ele fosse Presidente Senado, confundi! hahaha. - respiro aliviada, pensando ter me safado dessa.
- Mas ele é Presidente do Senado.. - fala com uma voz e um olhar de desconfiado.
- Ah... então! Foi isso que eu disse vô! Até parece que eu não ia saber o cargo que o Ricardo Calheiros ocupa!
- É Renan Calheiros.
- Meu Deus! É que tava pensando no meu ficante, Ricardo, acabei misturando as coisas. haha!

ok, esse diálogo acabou por comprometer minha sexualidade. e confesso, se chegasse nesse ponto já teria desistido e me entregado! vou parar por aqui, pra evitar de ter que contar mais detalhes sobre o Rick, sabe como é né? sou uma pessoa reservada, detesto falar sobre meus relacionamentos! tsc tsc.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

a green-eyed monster.

consegui descobrir! consegui descobrir!
depois de um bom tempo convivendo com ele, descobri tudo.

ele chega, sem mais nem menos, e de repente começo a suar, minha boca fica alternadamente úmida e seca, vem aquele aperto no peito, falta de ar, taquicardia, dores físicas. olho pra todos os lados, me armo, fico pronta pra guerra.. mas ele, covarde não mostra sua cara. se esconde, e provavelmente se realiza ao ver minha cara cheia de interrogações e preocupações.

me disseram pra ter calma, pra deixar pra lá que assim ele desiste de me aterrorizar. mas ele vem de um jeito que parece que quer tirar de mim tudo o que me importa agora! e como eu, guerreira e amante, posso permitir? como?

bolei um plano! passei a noite de tocaia, esperando ele vir! deixei iscas, esperei ele morder! com muita paciência e menos algumas horas de sono, consegui! ele veio desprevinido, com os olhos destampados. evitei movimentos bruscos, tive medo, mas olhei.. olhei em seus olhos tão profundamente que quase não consegui voltar. aqueles olhos! de forma geométrica indefinida, de um brilho tão intenso.. ah, tão intenso que era capaz de cegar!

eram verdes os olhos sem forma que brilhavam. verdes! há quem duvide, não me importo. agora tenho meu próprio drama épico! o que ninguém precisa saber é que não venci a batalha, mas sei que o que importa é que estive lá!

um monstro, o monstro dos olhos verdes.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

tim tim!

alguém sabe o que é acordar e só pensar na mesma coisa? o pior num é nem muito isso.
o pior é dormir, acordar, andar, falar, comer, olhar pro lado, suspirar, piscar os olhos, fazer qualquer coisa e pensar na mesma coisa.

ontem, conversando com uma amiga querida, chegamos a conclusão de que, talvez, conhecer pessoalmente as pessoas com as quais você mantém contato virtual, não seja uma das melhores coisas a se fazer. as coisas desandam depois, de um jeito ou de outro.

ou você olha pra pessoa e fala: 'NUH, que lixo!' e se torna o ser mais desiludido da galáxia a partir de então. ou.. você olha e fala: 'é.. você é realmente tudo aquilo e um pouco mais *-*' derrete horrores, fica toda bobinha e PIMBA! é aí que mora o perigo.

de repente, depois de um ano e meio de lamúrias, sofrimentos por conta de um amor passado, você se pega vivendo de novo. parece bom né? é parece, talvez até seja mesmo. e é! é bom sim. (momento de discussão comigo mesma, beijos.) mas como tudo na vida tem dois (ou três) lados, com isso não poderia ser diferente. ok, sua vida passa a ter mais sentido, aquela coisinha legal de ouvir música e ter pra quem dedicar, andar pela cidade e ficar nostálgica quando passa por qualquer lugar que já esteve com a pessoa, comer alguma coisa e lembrar, e todo aquele resto de clichêzinhos de quem se apaixona.

mas existe uma coisa, maldita coisa, que se chama reciprocidade. e quando ela não dá o ar de sua graça, tudo fica um tanto quanto mais complicado. na verdade, é mais complicado ainda quando você NÃO sabe se é recíproco ou não.. porque se não for, você dá um jeito! corta a cabeça, pula da janela, mas se vira pra esquecer. mas como esquecer um sentimento sem saber se a recíproca é verdadeira ou não? simplesmente não dá, quer dizer.. eu particularmente não consigo!

antes tudo parecia um conto de fadas, tão recíproco e intenso que dava medo. antes eu acreditava quando ela dizia que tinha encontrado sua paz (comigo), mas agora não sei mais se ela diz aquilo só pra não me deixar sozinha fazendo declarações, ou se diz porque realmente sente.
agora eu realmente não sei mais se ela fica 'morrendo de saudades' de mim quando a gente fica um tempo sem se falar, já não sei mais se ela ainda sente falta da minha voz por estar 'addicted', já não sei mais se ela sente falta do meu jeito de querer cuidar dela.. depois de tê-lo conhecido pessoalmente, já não sei mais se ela ainda ouve um milhão de vezes a música que cantei pra ela, já não sei mais se ela deixa os testimoniais secretos que trocamos só pra não parecer muito paia ou se ela realmente gosta de ler aquilo sempre, já não sei mais se ela pensa em mim freqüentemente ou só lembra quando mando mensagens ou ligo (o que não deixa de ser freqüentemente, hahahaha), eu simplesmente já não sei mais se estou ou não sozinha nisso.

é aí que as pessoas entram dizendo: 'AAAAAH, que graciiinha! tá apaixonaaaada! liga não boba! quando a gente se apaixona fica assim meeeeesmo! tão boooom nééééé?'
PFFFFF. ok, confesso! adoraria que fosse verdade isso. que toda essa minha paranóia não passasse de uma... paranóia! YAY! pode até ser né? mas ah... sei não viu?

a parte boa de tudo isso é que de uma forma ou de outra, vale à pena.
vale à pena tudo que ela tem me trazido de positivo, vale à pena poder olhar nos olhos dela e me perder ali.. como se aqueles olhos fossem o lugar preu passar o resto da minha vida, perdida ou não. vale à pena fechar os olhos e conseguir reviver cada segundo, cada milésimo de segundo, que eu pude tê-la comigo, que pude sentir cada centímetro do seu corpo, ouvir cada tom da sua voz, cada jeito de olhar, cada toque, cada fogo de artifício que explodia à medida que ela se aproximava, cada ela, cada eu (....)

é, esse post todo.. com todas essas dúvidas, certezas, desejos, medos, era simplesmente pra dizer pra quem quiser ouvir: eu estou vivendo de novo! da forma mais intensa que posso, com tudo de mim. um brinde à vida, por favor! tim tim!

''amaram o amor urgente, as bocas salgadas pela maresia.. as costas lanhadas pela tempestade, naquela cidade distante do mar. amaram o amor serenado das noturnas praias, levantavam as saias e se enluaravam de felicidade, naquela cidade que não tem luar. amavam o amor proibido, pois hoje é sabido, todo mundo conta, que uma andava tonta grávida de lua e outra andava nua, ávida de mar. e foram ficando marcadas, ouvindo risadas, sentindo arrepios, olhando pro rio tão cheio de lua e que continua.. correndo pro mar (..)'' mar e lua @ chico buarque

terça-feira, 31 de julho de 2007

hola!

provavelmente vou criar isso hoje e postar só daqui umas (muitas) semanas, afinal sou uma garota ocupadíssima. mas o ócio nos leva a fazer coisas, mesmo sabendo que elas não vão pra frente.

até que essa brincadeirinha ocupou bem o meu tempo matinal (:
eu e meu querido amigo pedro embarcamos na busca por um endereço pro blog, ô trenzin demorado viu? ah. falando nisso, estou indignada! quantas pessoas falam alemão no Brasil? quis colocar nome em alemão, pra evitar de ficar aquela coisa de 'esse endereço não está disponível'.. mããããs, tudo que eu tentei já existia. ¬¬'' confesso, não gostei nem um pouco disso (e daí? hahaha), mas agora que estou com o garfo e a faca na mão posso seguir adiante¹.

último dia de férias, quero ficar em casa! é claro, tem sempre um motivo de força maior por trás dessas decisões insanas, tsc tsc. no meu caso o motivo é: minha casa está limpa e confortável.
mentira! rêrê. estou com saudades, saudades essas que só podem ser amenizadas se eu ficar em casa hoje.. logo, ficarei.

ainda não sei se pego marmita de carne de panela ou frango assado. algum palpite?

¹para as poucas pessoas que não falam alemão: o endereço do meu blog significa Garfo e Faca.. por isso a brincadeirinha de já estar com o garfo e a faca na mão e bibibi.