vem chegando o fim do ano e, inevitavelmente, a gente para pra olhar um pouco pra trás. o que vem pela frente é assustador demais quando comparado a algumas doses de nostalgias..
esse ano foi um ano de quebrar tabus. tinha dias que me perguntava o que eu estava fazendo ali, naquele colégio, com aquelas pessoas, toda aquela merda de novo.
e só hoje consegui descobrir a resposta dessa pergunta. eu estava ali pra entrar na sala, no primeiro dia de aula, e dizer: 'como eu odeio esse lugar' e sair agora, no fim do ano, dizendo que as pessoas mudam e eu também. entrei tentando me conformar de ter que andar com uma menina que nunca gostei, pra sair falando o quanto gostaria de poder levar a amizade dela pra vida toda...
aprendi que nem tudo na vida é eterno, que nem todas as coisas precisam ser vividas com tanta intensidade, e que às vezes.. até o que pensávamos ser infindo, é tão passageiro quanto chuva de verão. mas não é o tempo que determina o quão verdadeiro é o que sentimos e vivemos.. mas sim o quanto aquilo significa pra gente naquele momento.
aprendi que tudo muda, e que não é tão surpreendente quando você e sua melhor amiga passam alguns dias em total desconcerto, e se sentir assim não é a tradução do fim, mas sim a evidência de que aquele sentimento é tão vivo quanto as
flores da primavera e quase tão forte quanto o sol do outono (depois do aquecimento global) ..
aprendi que nem sempre somos responsáveis por nossas perdas, a vida às vezes leva algumas coisas da gente, e não é necessário ficar rodando mundos atrás de algo pra substituir, tem coisas que realmente são insubstituíveis, o que não nos impede de viver novas aventuras.
sempre me disseram que o ser humano tem uma facilidade incrível de esquecer as coisas ruins, e que raiva, ódio, são sentimentos pesados demais pra se carregar consigo, e que o perdão é uma virtude. aprendi que dar chances aos outros não se trata só de ser uma pessoa legal que ignora as falhas alheias, se trata de dar uma chance pra si mesmo, abandonar o peso e a mágoa, e deixar entrar um pouco da leveza de algo novo que pode dar certo..
e no fim de tudo, as coisas grandiosas não são as que marcam, mas as pequenas, minúsculas. uma palavra, um gesto, um sorriso, um brilho, um cheiro, uma voz, um beijo, um abraço, um carinho, um olhar, um suspiro, um fio de cabelo, uma unha, um grão de areia, uma gota d'água (...) desses sim eu vou me lembrar, pra onde quer que eu vá, pra sempre.
domingo, 11 de novembro de 2007
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