falaria sobre o inferno astral novamente se não fosse tão repetitivo, e, pra não ser repetitiva, não sei exatamente o que irei culpar por essas novas lamúrias. aliás, acabei de me dar conta de que não sei nem quais lamúrias são essas.
há tempos não consigo escrever nada que passe de palavras jogadas em meio à confusão de um dia-a-dia de uma rotina inviolável e agressivamente estressante. às vezes essa loucura passa despercebida devido ao nível de envolvimento com a coisa, mas é poder parar um pouco que você percebe que sua cabeça está funcionando em uma velocidade enlouquecedora e sobre-humana.
nessa semana sonhei com provas três vezes e fiz tantas relações cotidiano-disciplinas que perdi a conta antes mesmo de começar a contar. isso sem falar no vício ou na necessidade plena de conversar sobre assuntos que, quando não aprofundam, pelo menos tangenciam o vestibular, as provas, a falta de tempo para estudar e fazer tudo que eu deveria fazer, mas nunca faço.
relendo o parágrafo acima dei de cara com a falta de tempo para estudar. chega a ser engraçado e paradoxal quando, apesar de você não fazer mais nada, o tempo que sobra pra estudar ainda é pouco. acho que são tantas coisas ao mesmo tempo que é realmente difícil decidir por onde começar e, enquanto você decide, o relógio infeliz insiste em continuar seu movimento natural de ponteiros como se não houvesse ninguém desejando com todas as forças que ele simplesmente parasse até tudo estar devidamente planejado.
e eu nessa minha tentativa frustrada de correr mais que o tempo, vou atropelando tudo sem nem ao menos ter certeza de onde quero chegar. não sei onde, mas sei que tenho que chegar, e tenho pouco tempo, pouco tempo, tic-tac, pouco-tempo, tic-tac (...)
sábado, 18 de outubro de 2008
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