pode ser um inferno-astral extremamente e idesejavelmente antecipado, mas definitivamente eu tenho vivido dias horríveis. é bem aquela coisa de efeito dominó, avalanche, ou qualquer outro clichê que represente alguma coisa que cresce e parece que não vai parar mais.
perdi as pontas do fio, o fio da meada, me perdi no meio de tudo isso. não agüento mais, é angustiante, machuca, corroe, me rasga de cima abaixo, de dentro pra fora. me sinto tão pequena, tão estúpida, escrota, imagino que meu gosto deva estar amargo, mas de amargar e não de adocicar.
tenho tido vontade de juntar todos meus cacos e despejar em uma lixeira, de preferência nenhuma que faça parte de programas de reciclagem, não quero voltar. quero sumir, desaparecer, esquecer que sou a culpada por tudo isso. não é possível que as coisas boas sejam tão efêmeras assim, não é possível que não seja possível construir algo que dure para sempre.
de quem foi essa idéia intragável de que o ser humano é, de sua natureza, um masoquista. são uns merdas vocês que cantam por ai que quando se consegue o que se quer você nunca mais vai querer isso de novo, isso é uma grande mentira. existe amor de verdade sim, existe para sempre, existem finais felizes, tem que existir, eles TEM QUE EXISTIR. as coisas não podem terminar assim, não é possível, não é realmente possível, sentimentos não podem estar em uma fonte que não é perene, isso não está certo, não é humano, não é justo com ninguém.
já me cansei de perder as coisas por não saber lidar com elas, só pode ser falta de amor próprio essa mania de não me permitir ser feliz, de achar que tudo, tudo, tudo, é demais pra mim. é mais, bem mais do que eu mereço.
mas, realmente é.. muito mais.. muito, muito mais.
sábado, 27 de setembro de 2008
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