domingo, 28 de junho de 2009

Na mesa daquele bar

"Essa coisa trágica, esporádica e sutilmente cômica que o amor tem. Quando os dois vão cair, cada um não tem receio, pois há o apoio do outro. Sobra uma poeira leve que flutua no ar e brilha na luz. É como um desespero, uma casa dessossegada que pulsa forte como uma vontade que não acaba e atormenta de um jeito que enlouquece e que você não quer que acabe. E há esse emperrado que você tenta a todo custo superar, mas que nunca vai embora completamente e reixa restar um mistério suficiente para instigar. Uma realidade que você faz questão de enfrentar. Do tempo esquecer, as exigências do mundo desprezar, voar, desejar nunca estar em outro lugar, pular em cima, beijar, cheirar, chorar de emoção, se explodir de sentimento, não se aguentar, querer voar ao céu, sonhar, querer, querer, querer lindo, difícil e complicado e para sempre."
(Guilherme Legnani)

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