segunda-feira, 15 de junho de 2009

monólogo

tenho tido vontade de escrever, mas ando naquelas épocas em que as palavras não saem nem que a vaca tussa e corra loucamente pelo pasto. costumava ler Tati Bernardi quando isso acontecia, mas ela resolveu que o amor é um diálogo e que o site dela existe para me lembrar disso todas as vezes que entro lá com a esperança de me deparar com algum texto novo em um site ultra reformulado.

sabe pássaro quando para de cantar? então, tenho me sentido assim. não sei se é silêncio de tristeza, de medo, ou de silêncio mesmo. às vezes a gente tem que calar pra ouvir, né? e nada mais difícil que ouvir aquilo que fala dentro da gente.

queria sentar e olhar pro mar durante 857 horas, e depois disso queria estar em um lugar muito alto pra poder ver tudo bem pequenininho por mais 523 horas, e queria passar essas 1380 horas acompanhada por todas as faces de mim mesma, como se o mundo todo fosse feito de mim, para mim e nada mais.

tiraram as folhas do meu coqueiro, nunca pensei que fosse sentir tanta falta delas. sei que foi pro bem dele, mas agora ele está magrelo e careca, como se tivesse acabado de nascer (de novo). é claro que a intenção foi exatamente essa de dar vida nova à ele, mas confesso que o incômodo que sinto ao olhar para ele sem folhas é a minha vontade disfarçada de ser coqueiro e ter alguém pra tirar minha folhas secas de vez em quando.

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