mas quem é que vai dizer o que fazer quando não quisermos fazer nada do que nos disseram pra fazer? não quero nada dessas coisas, não quero diploma, nem conhecimento, nem pessoas, nem simpatia, nem aceitação, nem roupas, nem corpo, nem nada. não quero nada, e é esse o meu maior problema.
não suporto ninguém, e não me suporto também. na verdade ainda há, sim, pessoas que amo e suporto, não sei se duas ou três, talvez ame mais de duas e suporte três, mas é que ainda assim me resto, me sobro, me invado, me incomodo, me basto, me deito, me sou. isso ninguém muda. isso não mudo.
e não mudo porque não sei. e não mudo por que? não sei. não sei como, não sei quando, onde, quem, qual. não sei porque fico, estou, sou, vivo. não sei, e não quero saber. então continuo no meio de tudo: em mim, no mundo, e em lugar nenhum.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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