essas coisas de futuro são muito complicadas né?
o ano vai chegando ao fim, e poderia ser algo normal se o fim desse ano não trouxesse consigo o início do ano que vem.
alguns se perguntam: minha querida, o que tem de anormal nisso?
acho que vocês já devem ter ouvido falar sobre vestibular. pois é, esse cara vai ser meu melhor (ou pior) amigo ano que vem.
e pensar que eu só tenho 15 anos não me anima nem um pouco! pensem comigo.. vou fazer 16 anos em novembro, e ano que vem quando chegar a época de inscrição pros vestibulares da vida (o que costuma ser por volta de agosto/setembro) eu ainda terei 16 anos. dezesseis, sixteen, sechzehn. (momento: 'oi, sou quase poliglota' hahahaha)
acabei de debutar e já tenho que escolher o que vou fazer pro resto da minha vida? isso soa como se estivesse carregando um mundo (ou dois) nas costas.
claro que tem um pouco de medo nisso tudo, talvez até mais que isso, covardia. mas sinto como se eu não estivesse preparada! só de pensar que ano que vem tenho que parar tudo e estudar, estudar, estudar... é como se engolissem um ano da minha juventude, um ano do meu direito de ser inconseqüente, um ano da melhor parte da minha vida. é, nunca tinha visto de forma tão clara as conseqüencias negativas de ser quase dois anos adiantada na escola.
agora começa todo o stress de: pra que colégio eu vou? voltar ou não voltar pro santo antônio? ah, volta! mas e os traumas? ah, pior que é né? sei lá viu.. pelo menos tem meus amigos! mas você lembra quando cê teve catapora, você não pôde contar com eles! mas era final do ano poxa, eles deviam estar... ocupados demais, não? é, pode ser! mas de quantas provas você não saiu chorando? poucas. continua no arnaldo então! que? por mim cê continuava lá. pirou? que que tem? eu quero passar no vestibular! santo agostinho? não aceita novatos no terceiro ano! marista? QUE? ah, então vai pra Europa! uai, vou! ah, pelo Rotary só dá pra ir em 2009. por que cê não olhou isso com antecedência? você nunca demonstrou interesse em ir! é, isso é verdade. então? não sei. é.. pra que colégio eu vou? (...)
nunca pensei que fosse dizer isso algum dia, mas crescer realmente dói.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
crescer realmente dói. acabei de cortar meu pêlos faciais, e fui usar uma loção pós-barba que ardeu PRA CARAMBA. né. oi.
mas comentando algo produtivo, eu tenho minhas dúvidas e tudo e blábláblá. todos passam por issd, inevitável. mas o pior é quando seu curso tem 843384384903 mil pessoas e você tem que preparar sua cabeça par a possibilidade de passar um ano de novo estudando para tentar passar no vestibular. he he he.
em relação a morrer no terceiro ano para estudar, ainda é algo que compensa. mas escolhas são complicadas. e é difícil mesmo. e oi, fazer o que, né. infelizmente o mundo exige e não tem nada que eu possa fazer a não ser compartilhar momentos com você.
mas cê tem tempo pra pensar, poliglota. =*
Escute (ou leia, a n�o ser que minhas palavras ecoem em sua cabe�a ao som da minha voz hohoho)as palavras de uma sobrevivente. N�o subestime o que n�o deve ser sobrestimado. Ou seja: vestibular n�o � o bicho-pap�o, nem � a fada do dente. Vestibular � vestibular. A experi�ncia de um n�o ser� a mesma do outro.
No meu 2� ano, aproveitei tanto, como se me despedisse de minha juventude e de tudo de bom que havia nela. Na v�spera do in�cio das aulas, chorei. Se foi de medo, nervosismo, inconformidade ou todas as anteriores, n�o sei. Chorei e isso n�o evitou que o dia fat�dico chegasse: o 1� dia do resto de 12 meses (de fevereiro de 2004 a fevereiro de 2005) de muita incerteza e ang�stia.
Mal sabia eu que aquele seria um dos anos mais divertidos que j� tive. E que tanto choro precipitado se converteu em in�meras gargalhadas. Claro que tamb�m estive nervosa e passei por momentos de d�vida ou profundo questionamento, mas tudo se encaixou eprfeitamente que cheguei at� a me perguntar se havia sido obra divina. Afinal, meu empenho em muito foi em rela�o � tramas fr�volas colegiais e os estudos pareciam um plano de fundo para aquele ritual de passagem que durou um ano. N�o � todo dia, digo, todo ano que se encerra uma fase para que outra se inicie.
Eu poderia ter sido a estudiosa obstinada e ter dedicado 105 horas das minhas 168 semanais ao saber acad�mico.
Eu poderia ter sido a estudante garganta, que promete mundos e fundos mas que nada faz para atingir seus t�o divulgados objetivos.
Eu poderia ter sido a Sra. Sistema Nervoso, que se refere ao vestibular como "aquele-que-n�o-deve-ser-nomeado" e treme toda vez que um professor diz "Olha que isso vai cair, hein?".
Eu poderia ter sido "Miss Fachada" e abrir um livro 30 segundos antes dos meus pais abrirem a porta de casa, balan�ar a cabe�a em sinal de acordo a cada 3 frases de cada professor, dizer aos colegas como me preparo diariamente para tal exame enquanto jogo campo minado no computador e reclamar com os familiares que tanta dilig�ncia me prende em casa e que n�o posso cumprir com meus compromissos sociais.
Eu poderia ter sido a desencanada e dizer que devemos ignorar a opress�o do sistema e agir de livre vontade. Passar tardes � fio encarando o teto apenas para contrariar o senso comum de que todo e qualquer minuto deveria ser dedicado aos estudos. Dizer a todos que em pa�ses verdadeiramente desenvolvitdos, o vestibular era algo abomin�vel e obsoleto. Ir ao cinema tr�s vezes por semana e criar ocupa�es para preencher o tempo que seria, em outro caso, dedicado ao aprendizado.
Confesso ter tido forte inclina�o para o �ltimo caso citado, contudo, acima de tudo, eu fui eu. N�o escolhi e nem me encaixei unicamente nas op�es acima. N�o defina seu ano baseando-se em um evento que deve ser encarado como mais nada do que ele � um peda�o de papel no qual voc� escrever� aquilo que sabe.
Eu sempre dizia pra quem quisesse ouvir "Quem sabe, sabe. Quem n�o sabe...". J� foi-se o tempo em que havia tempo. Confie no seu taco. Eu garanto que voc� vai descobrir que sabe muito mais do que imaginava saber. Acontece comigo. Garanto que acontecer� com voc�. O nervosismo ocorre sempre ANTES do que DURANTE a coisa em si. O motivo disso? Damos muito mais relev�ncia a algo do que � realmente merecido. O vestibular nada mais � do que vestibular. Assim, como ele � assim denominado poderia ter sido chamado de "aquele-teste-tosquinho-que-�-mera-formalidade-pra-gente-que-j�-sabe-das-coisas-estudar-num-lugar- bodeguento-que-vai-nos-dar-um-diploma-legalzinho-pra-gente-ter- um-emprego-mais-mais-ou-mais-ou-menos".
Mas, tipo assim...
ESTUDA, MANO BROW! Hahahaha
Postar um comentário